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	<title>Delta Magna Cronos</title>
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	<description>"A ciência não explica tudo. A religião não explica nada."</description>
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		<title>Delta Magna Cronos</title>
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		<title>Questionário – Parte 4/4</title>
		<link>http://deltamagnacronos.wordpress.com/2010/09/30/questionario-%e2%80%93-parte-44/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 02:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Gino – Qual a diferença entre agnosticismo e ateísmo e o que pensa disso? DMC – Com todo respeito, não gosto muito de agnosticismo, é uma posição em cima do muro. O agnóstico tenta mandar um discurso de verdadeira inteligência por não afirmar nem de um lado, nem do outro, mas no fundo ele apenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=365&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Qual a diferença entre agnosticismo e ateísmo e o que pensa disso?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Com todo respeito, não gosto muito de agnosticismo, é uma posição em cima do muro. O agnóstico tenta mandar um discurso de verdadeira inteligência por não afirmar nem de um lado, nem do outro, mas no fundo ele apenas não sabe direito o que quer pensar. O agnóstico não considera possível provar a existência de deus ou não, tem agnóstico que tende a acreditar que deus existe e agnóstico que tende a acreditar que não. Uma boa forma de resumir isso , ainda que seja exagerada, é dividir os agnósticos em dois grupos, os crentes enrustidos e os ateus enrustidos. Etimologicamente a palavra agnóstico significa ‘sem conhecimento’.</p>
<p style="text-align:justify;">O agnosticismo é essencialmente a falta de vontade de tomar uma decisão a favor ou contra a existência de deus. Agnósticos acreditam que nós não deveríamos acreditar ou desacreditar na existência de deus porque é impossível conhecê-la.</p>
<p style="text-align:justify;">Em tese um agnóstico deveria ser cético, mas vou lhe dizer uma coisa. Conheço quatro agnósticos auto declarados e absolutamente nenhum deles é cético, não mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_372" class="wp-caption aligncenter" style="width: 226px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-044.jpg"><img class="size-medium wp-image-372" title="pt 04" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-044.jpg?w=216&#038;h=295" alt="" width="216" height="295" /></a><p class="wp-caption-text">Agnóstico.</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – A maior parte do terrorismo mundial é oriundo de guerra santa. Existe a possibilidade de grupos ateus entrarem na dança (guerra)? O que pensa sobre ateus cometerem atos de agressão ou terrorismo contra religiões?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Acho difícil, ateísmo não é doutrina, não tem templo, mas não descarto a hipótese.  Recentemente um australiano que diz fazer parte de um grupo ateu (seja lá o que for isso) disponibilizou na internet um vídeo aonde ele aparece rasgando páginas de uma bíblia e de um alcorão enrolando em seguida como cigarros e fuma para ver qual queima melhor. É um vídeo debochado e sem lógica nenhuma aonde ele tenta ser engraçado, mas passa longe disso. O vídeo foi retirado do youtube, mas já tinha chamado atenção da imprensa.</p>
<p style="text-align:justify;">O ser humano comumente é fanático e violento,  qualquer desculpa ideológica serve  para justificar um rompante de violência. O ateísmo poderia ser usado como pano de fundo para grupos terroristas sim.  Espero que esse dia não chegue.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – O que acha de milagres e aparições?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Fraudes, equívocos, mentiras e histórias muito mal contadas. Não existem milagres nem aparições. O nosso imaginário é poderoso e unido ao medo fica ainda mais. Sempre que um elemento estranho surge na realidade comum, uma das primeiras reações é atribuir misticismo ao fato. São sempre histórias de terceiros, nunca é a própria pessoa que passou pela situação, é sempre “uma pessoa conhecida que não iria mentir pra mim”.</p>
<p style="text-align:justify;">É possível ver e ouvir coisas sim, mas só dentro da própria cabeça, o que se explica com a esquizofrenia em maior ou menor grau e com outros distúrbios da mente, o resto não é verdade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Tem medo de morrer?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Tenho medo da dor, seja vivo ou na hora de morrer, a dor me assusta. Prefiro viver, e de preferência viver bem, mas morrer é inevitável. Vai acontecer queira eu ou não, não é por causa disso que vou fingir que acredito em histórias ilusórias para tentar justificar infelicidade ou pra acreditar que vou viver pra sempre em outro lugar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – E superstições, tem alguma?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Posso já ter tido algumas, mas acho que hoje não, nenhuma. Superstição pra mim é que nem acreditar em deus e seus milagres, não faz nenhum sentido.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Qual a chance de você voltar atrás e um dia se converter?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Sou um ser humano, pode até acontecer. Eu duvido muito, muito mesmo, mas vai saber.</p>
<p style="text-align:justify;">Essas conversões são bem engraçadas, são tipo um ‘pique esconde da vida’. Jesus está escondido e você vai levando sua vida mundana dando cabeçada e sofrendo, um dia vai parar numa igreja dessas e aí pronto, de repente você sai correndo, bate na parede e grita: “um, dois, três Jesus”.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho mais fácil eu montar a minha própria igreja do que ficar dando dinheiro pras outras, até olhei uma vez na internet um curso de pastor, com carteirinha, seminário bíblico e tudo mais. Não desisti totalmente dessa idéia. Quem sabe um dia?!</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_367" class="wp-caption aligncenter" style="width: 454px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-04-a1.jpg"><img class="size-medium wp-image-367" title="pt 04 a" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-04-a1.jpg?w=444&#038;h=213" alt="" width="444" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">...nove, dez. LÁ VOU EU!               -                um, dois, três encontrei jesus!</p></div>
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – E que denominação seria?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Ah, seria Ministério de Abrahão, e não tenho certeza, mas acho que iria acrescentar alguma figura geométrica no nome, tipo quadrangular, triangular, algo desse tipo, tenho visto algumas coisas assim por aí, acho massa. (deboche)</p>
<p style="text-align:justify;">Pense bem, a ladainha é sempre a mesma, não paga impostos e é só se agarrar num tema bíblico para ficar pedindo dinheiro, escolhi Abrahão porque tem o lance do sacrifício pela fé, ele ia sacrificar o único filho que tinha. No Ministério de Abrahão Losangular você sacrifica simbolicamente uma quantia de dinheiro para provar sua fé em deus, vai ser batata. (risos)</p>
<p style="text-align:justify;">Mas falando sério, eu não faria isso. Por respeito aos possíveis seguidores. Fazer uma coisa dessas seria agir com muita má fé, e não falo de fé religiosa, mas sim de fé pública.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Como seria o mundo sem ciência e como seria o mundo sem religião?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Faço das minhas palavras as palavras de Richard Dawkins:</p>
<p style="text-align:justify;">“Se todas as conquistas da ciência fossem eliminadas amanhã, não haveria mais médicos, apenas curandeiros, nem transportes mais rápidos que os cavalos, nem computadores, livros impressos nem agricultura mais avançada que a de simples subsistência. Se todas as conquistas dos teólogos fossem eliminadas, alguém notaria a diferença? Até o lado mau da ciência, como as bombas e os barcos baleeiros guiados por sonar, funcionam! A teologia não faz nada, não altera nada, não significa nada. O que nos faz pensar que a teologia serve para alguma coisa?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">É isso, não tem o que acrescentar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – As religiões vão acabar um dia? E o conceito de deus, sofrerá modificações?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Não sei, acho que infelizmente vão continuar existindo. Todo dia inventam uma nova e mais esquisita.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o conceito de deus sofrerá mudanças? Nem há um conceito de deus na verdade, cada um tem ou faz o seu. Acho que continuará sendo uma metamorfose esquisita, sem forma, sem sentido e temperada pelo imaginário de cada cultura e ou indivíduo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – No fim das contas quem ganha o que com isso? Quem leva uma vida melhor, crentes ou ateus? Qual a vantagem de decidir estar em algum dos lados?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Se esse tipo de discussão puder ajudar a humanidade, em longo prazo, a subir um degrau em seu padrão cultural, então toda a espécie sai ganhando.</p>
<p style="text-align:justify;">Não acredito que uma vida seja melhor ou pior por ser religioso ou ateu, acho que ‘vida melhor’ está ligada a outros fatores. E não sei se há vantagem individual em escolher um lado, indivíduos não me assustam. O que assusta é o comportamento das massas populares, o verdadeiro perigo das religiões.</p>
<p style="text-align:justify;">Claro que tudo isso diz respeito a humanidade e seu pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto a natureza, é imparcial e indiferente. Nas palavras de Caião: “Do meu ponto de vista, em um grupo de náufragos podem ser mutilados e mortos por tubarões tanto os ateus quanto os crédulos. O mundo natural não os distinguirá.”</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Chegamos ao fim, quer deixar alguma mensagem pras pessoas que leram?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Não. Apenas agradeço a quem leu, fico grato mesmo. Acho legal que as pessoas pensem sobre as coisas, principalmente um assunto importante como esse, que sempre esteve presente influenciando a historia da humanidade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;">*     *     *</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Questionário – Parte 3/4</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 20:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Gino – Como ateu, o que pensa sobre a morte, a vida após a morte, o bem e o mal? DMC – Não são assuntos ligados diretamentes ao ateísmo, então não respondo em nome do ateísmo, mas por mim. Morte é extinção, morreu acabou. Vida após a morte não acredito de forma alguma, não faz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=324&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Como ateu, o que pensa sobre a morte, a vida após a morte, o bem e o mal?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC<em> </em>– Não são assuntos ligados diretamentes ao ateísmo, então não respondo em nome do ateísmo, mas por mim. Morte é extinção, morreu acabou. Vida após a morte não acredito de forma alguma, não faz sentido nossa consciência continuar existindo depois de nosso cérebro parar de funcionar. Tudo que pensamos e sentimos são estímulos químicos. Sem sinapses, neurônios, neurotransmissores, córtex cerebral e etc (após o desligamento e a decomposição do cérebro), não há mais funcionamento da mente. Não há nada. Não somos Highlanders e não vamos viver pra sempre em outro lugar nem melhor, nem pior que a Terra. Quando morrermos aqui, acabou. Não há romantismo nisso, apenas o funcionamento da natureza, pertencemos a ela.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao bem e o mal são conceitos morais que atendem a um clamor social, cada civilização, tempo e cultura tem o seu padrão moral distinto. É fácil em alguns casos estabelecer certo e errado, bem e mal. Em alguns outros casos é muito difícil identificar cada um desses elementos. A única certeza que tenho, é que valores morais não estão atrelados a religião nenhuma, todas são falhas dos líderes aos seguidores. Conceituar bem e mal não tem nenhuma ligação com o conceito de deus, nem com nenhum texto e contexto místico.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_326" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-03.jpg"><img class="size-medium wp-image-326" title="pt 03" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-03.jpg?w=306&#038;h=431" alt="" width="306" height="431" /></a><p class="wp-caption-text">Prova incontestável da vida após a morte.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – E sobre vida extra-terrestre, o que pensa?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – É uma possibilidade científica apenas. Não é que provavelmente haja ou não haja. Simplesmente pode ter. Das coisas sérias e científicas que existem a respeito, todas concordam que há uma quantidade enorme de planetas com condições idênticas as da Terra no universo no que diz respeito à temperatura, gravidade, elementos químicos, núcleo, solidez e etc. Enfim, é bem possível que em algum lugar já tenha havido vida, ainda haja vida, ou venha a ter vida um dia. Isso não quer dizer que será vida inteligente, ou alguma raça com inteligência superior a humana e que constrói maquinas em formatos de ovos fritos e vem a Terra encher nosso saco como nos filmes. Vida inteligente é um organismo extremamente complexo, uma das coisas mais complexas que existem no universo. A possibilidade de haver vida fora da Terra existe, já a de haver vida inteligente é menor. Mas não entendo porque esses adoradores de óvnis se preocupam tanto com isso, não acho tão importante. Temos problemas demais na Terra.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – E sobre provar que deus existe ou provar que deus não existe?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Acho perda de tempo para ambos os lados. Ter que provar que deus não existe é o mesmo de ter que provar que coelhinho da páscoa não existe, ou que papai Noel não existe, ou que o bule chinês de Bertrand Russel não existe. Poderia até dizer que o ônus da prova é de quem afirma, mas não vou entrar nesse cabo de guerra as inversas.</p>
<p style="text-align:justify;">O método científico é caro, e só ele poderia provar algo do tipo. Agora imagine você desprender capital humano, grandes cientistas, laboratórios e todos os passos processuais do método científico para provar uma besteira dessas. A quantidade de dinheiro e tempo desperdiçado. Alem do mais o método científico exige entre seus passos caracterização do objeto, hipóteses, previsões e experimentos. Como se caracteriza e experimenta a presença e existência do charmoso criador escondidinho que não quer aparecer? E a correlação e ordem dos eventos, de que natureza seriam? Ridículo. Repito o fim da ultima resposta, temos problemas demais na Terra, temos que nos preocupar com o que é real, com o que existe.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – E se por um acaso qualquer, deus existir, o que você fará quando descobrir?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – (risos) er&#8230; Vou estar um bocado fodido. Na verdade é bem difícil saber como seria essa &#8216;coisa&#8217; que chamamos deus, então as consequencias sobre a opinião de um humano são meio imprevisíveis. Mas vamos nos basear nas várias facetas do deus bíblico, que é o mais considerado na região onde vivemos. E se me permite, não vou levar a questão muito a sério.</p>
<p style="text-align:justify;">Se deus for frouxo e cuca fresca como no novo testamento, vou pedir pra ele me atender e ficar esperando, aí quando ele me receber vou bater uma letra com o chefe: “qualé j.c. dá um desconto vai. Sabe como é, falei coisas que não devia, foi malz. Pega nada não né?” Ele vai me dar um beijo, me perdoar, aquilo tudo mais e vamos tomar uns vinhos e comer umas Marias por aí. Mas se o danadinho for o deus do velho testamento, putz, aí eu tô lascado. O deus do V.T. é tirano, psicótico, vingativo, cruel, torturador, assassino, faz joguetes com as almas penadas, escraviza e condena arbitrariamente alem de destruir e massacrar constantemente o que ele mesmo criou. Resumindo, é um louco incompetente e fora de controle. Esse vai me quebrar no meio.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o fato é: não corro esse risco.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – A respeito de Jesus de Nazaré, o Cristo, o que diria?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Um cristão deverá ficar chocado com o que vai ler agora. Não peço desculpas, mas afirmo que não estou querendo desrespeitar ninguém. Peço apenas que leiam e comparem imparcialmente com o que já leram e viram de Jesus. Não que alguém precise concordar, mas quem ler friamente vai ver o quanto faz sentido, por mais que ofenda o que temos pré-estabelecido na nossa cultura cristã.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Jesus acabou se transformando para o cristão ocidental na representação do bem puro, de algo superior e maravilhoso, uma espécie de desejo coletivo. A grande maioria das pessoas nunca leu o que existe escrito sobre Jesus na bíblia, e se fizesse isso com o  mínimo de imparcialidade perceberia que há algo muito errado lá. É um texto pobre e vulgar, e ler os evangelhos podem mostrar o quanto esse Jesus bíblico é patético.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse lance de morrer e voltar, carne e sangue. Provavelmente os filmes de Zumbis vieram dessa idéia. Referente ao que se vê nos evangelhos da bíblia, foi um péssimo ser humano, caso tenha existido realmente. Era catequista e fanático. Vagabundo e alcoólatra, andava pelas ruas fanatizando os que o seguiam. Vaidoso e orgulhoso, era uma super estrela de sua época, e com verborragia confundia e enganava os estúpidos e tolos. Jesus era um completo ignorante quanto a ciência, que já não era grandes coisas na sua época. Perigosamente carismático e persuasivo, era um pregador de convicções, um líder populista que faria o ‘honorável’ presidente Lula parecer antipático. Fazia promessas e ameaças às turbas com sua doentia teolatria (o pai, o pai, o pai).</p>
<p style="text-align:justify;">Completamente místico, ainda somava extrema fobia econômica. Salvacionista agressivo e radical, megalomaníaco, celibatário, ginecófobo, supostamente virgem aos trinta anos alem de se expressar de maneira confusa através de metáforas e parábolas sem clareza ou direcionamento. (Este último parágrafo conta com proposições feitas por Waldo Vieira, e apesar de eu não admirá-lo e não acreditar nos seus supostos experimentos, achei certeiras suas observações sobre Jesus, e portanto, as cito)</p>
<p style="text-align:justify;">Subversivo demais, Jesus acabou chamando atenção de quem não devia, se meteu com governo e com sacerdotes tão prepotentes quanto ele, mas que tinham poder político. Sua irresponsabilidade levou a sua justa condenação e morte (guardadas as proporções da cultura vigente na época e região).</p>
<p style="text-align:justify;">Caso tenha existido está morto, mas é um fenômeno de vendas, o maior protagonista da literatura de todos os tempos. Seus textos prometem sua volta, e aí eu te pergunto, voltar pra que? Esse puto já causou tanta confusão no mundo que já chega.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_327" class="wp-caption aligncenter" style="width: 295px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-03-b.jpg"><img class="size-medium wp-image-327" title="pt 03 b" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-03-b.jpg?w=285&#038;h=355" alt="" width="285" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">er... enfim.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Gostaria de saber como era antes de você ser ateu. Você tinha religião, no que acreditava e como era?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC &#8211; Nasci em família católica que não freqüentava a igreja, fui batisado dormindo e depois só quando adolescente fui ter contato com religião novamente. Mãe espírita, a velha tinha um poder de persuasão e domínio danado sobre o filho caçula. Dizia sempre “não tenha medo dos mortos, tenha medo dos vivos”.  Ironicamente é o que sinto hoje, afinal os vivos existem e são mesmo perigosos, já os mortos só existem em nossos pensamentos e nada mais.</p>
<p style="text-align:justify;">A única religião que freqüentei na minha vida foi de 1993 a 1996. Era uma religião esdrúxula e pra lá de colorida, roupas coloridas, incorporações espalhafatosas, falas e rituais cheios de símbolos, códigos e um aparato mesmo de Hollywood. O que realmente me levou a entrar nela foi a pressão da família, não é uma pressão declarada nem nada, mas fica aquela coisa de “ó a entidade mandou um recado pra você. Você precisa ir lá”. Nos ouvidos de um adolescente cagão isso vai perfurando até se transformar em um medo tão real, que você realmente acha que se não for, algo muito ruim vai te acontecer. E aí você vai.</p>
<p style="text-align:justify;">Tinha que ficar lá a tarde toda nos domingos. Mais da metade das vezes que estava lá era por obrigação, tinha vontade de estar na rua, em qualquer outro lugar. Era um calor maldito, mas tinha que ir, senão os outros começavam logo a falar que você estava se afastando, e que entidades negras iam agir em  você. Enfim, hoje tenho até vergonha de ter feito parte disso.</p>
<p style="text-align:justify;">O lado bom é que conheci pessoas ótimas que guardo na lembrança até hoje (o lado social da religião) e se não tivesse feito parte daquilo, não teria hoje a perspectiva da convicção religiosa, pois eu era absolutamente convicto que tudo aquilo era verdade absoluta. Graças aquela experiência, hoje sei como um fanático pensa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Você não sente falta de acreditar em deus e nessas coisas? Não gostaria que deus existisse?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Sinceramente? Não sinto falta nenhuma de acreditar nessas coisas, me sinto muito livre hoje, aceitando a natureza como ela é, e não querendo moldá-la aos meus desejos e desvarios.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, a natureza é implacável e indiferente, isso magoa o lado emocional humano. Se eu pudesse escolher, sim, eu preferiria que existisse um ser superpoderoso que punisse os maus e premiasse os bons, que me amasse e cuidasse de mim em todas as horas. Seria como se eu e toda a humanidade fossemos seus gatos e cachorros e ele nos desse comida e carinho.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Continua&#8230;</p>
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			<media:title type="html">Delta Magna Cronos</media:title>
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			<media:title type="html">pt 03</media:title>
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			<media:title type="html">pt 03 b</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Questionário &#8211; Parte 2/4</title>
		<link>http://deltamagnacronos.wordpress.com/2010/09/14/questionario-parte-24/</link>
		<comments>http://deltamagnacronos.wordpress.com/2010/09/14/questionario-parte-24/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 01:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Gino – Você já deve ter ouvido brincadeirinhas tipo “você é ateu ou a toa?” ou “você é ateu graças a deus?”, o que acha delas? DMC – Não gosto, mas nunca reagi com ofensas, levo na boa, digo que sou os dois (no caso do ateu ou a toa) com um sorriso que não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=384&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Você já deve ter ouvido brincadeirinhas tipo “você é ateu ou a toa?” ou “você é ateu graças a deus?”, o que acha delas?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Não gosto, mas nunca reagi com ofensas, levo na boa, digo que sou os  dois (no caso do ateu ou a toa) com um sorriso que não é nem amarelo,  fica mais pro verde, de tão sem graça.</p>
<p style="text-align:justify;">O lance  é que são piadas muito ruins, tipo quando tem um pavê de sobremesa e  alguem vira em voz alta e diz “é pavê ou pa comê?” e fica com uma cara  imbecil rindo pra ver se puxa umas risadas de mais alguem.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Como é ateu e critica deus (conceito), você é um adorador do diabo?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Só vou responder por que, acredite, já me perguntaram isso. O diabo é  católico, tem em todas as religiões, mas o diabo clássico referencia é o  bíblico católico. É um sócio de deus, não há um sem o outro. É  tesoureiro e contador. É o negativo da mesma foto, as cores inversas.  Uma coisa (voltando a fazer referencia com futebol) é você torcer pro  Fluminense ou pro Flamengo, outra, é você não gostar de futebol. Quem é  Fluminense está contra o Flamengo, mas adora futebol e vice-versa.</p>
<p style="text-align:justify;">No caso  da religião a relação é a mesma, mas ser ateu é estar fora da festa.  Não segue ou torce nem pra um, nem pro outro, simplesmente eles não  existem. Adora o diabo quem acredita em deus e vice versa. Eu sou um  ateu, não um adorador do que não existe.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – O que é e porque Delta Magna Cronos? Tem algum cunho místico ou algo assim?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Com certeza não tem nenhum cunho místico nem nada disso. Foi uma  brincadeira de um amigo meu, Paulinho, que eu acabei usando quando fiz  meu MSN. Acabou ficando, mas não significa nada, é só uma brincadeira  mesmo. Caiu como uma luva para dar nome ao blog.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Porque o Blog e a manifestação atéia?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Blog é muito interessante, é exercer o direito de liberdade de  expressão. Gosto desse lance de dizer o que penso. A manifestação é  apenas marcar espaço, não abaixar mais a cabeça para a insanidade cristã  (e das demais religiões) e sua falsa verdade. Como disse um amigo meu,  Thiago, eu não vou mais ser uma foca fugindo desse tubarão banguela.  Achei forte pacas essa que ele mandou, copiei o conceito da foca, eu  também não tenho medo desse tubarão banguela. Uma crítica a indústria religiosa , é isso que faço aqui. Não espero resultados,  não é uma bandeira nem uma guerra. Gostaria que as pessoas entendessem  que é possível não acreditar em entidades espirituais e viver  normalmente. Não quero fazer parte de rodinhas de oração em feriados,  nem ouvir aquele maldito “fica de mãos dadas e olhos fechados, mesmo sem  acreditar, é questão de respeito”. O filho da puta que diz uma frase  dessa não para pra pensar que quem não acredita é que está sendo  desrespeitado. Fazer uma roda de oração antes de comer já é uma  agressão, ninguém pergunta quem acredita ou não e nem se quer fazer  parte. As pessoas ordenam que venham e participem queiram ou não “por  questão de respeito”. É ridículo, não faço parte disso, estou contra  isso. O blog existe pra eu falar sobre essas coisas para quem quiser  ler.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 431px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-02-21.jpg"><img title="pt 02 2" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-02-21.jpg?w=421&#038;h=179" alt="" width="421" height="179" /></a><p class="wp-caption-text">Chega!</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino  – Preciso perguntar sobre o post deste mesmo blog em que você fala  sobre panfletagem religiosa. O que você faz aqui não é parecido? O que  quero dizer é: você lança o post e sai por e-mail e Orkut avisando  algumas pessoas que atualizou o blog e por aí vai. As pessoas estão em  casa e de repente entram no seu Orkut e vêem um ‘panfleto’ lhes  convidando a ler sobre ateísmo. Não é a mesma coisa que um panfleto  falando de jesus ou coisa do tipo?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Eu poderia enrolar um bla, bla, bla aqui e falar que o que falo sobre  ateísmo tem respaldo científico, é mais provável, é racional e mais um  monte de coisas. Mas a verdade é que sim, é a mesma coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma  testemunha de jeová tocando sua campainha e eu deixando um recado no seu  Orkut é a mesma atitude. Ainda que eu não queira que você freqüente  algum lugar, ainda que eu não lhe cobre dízimo nem trízimo nem nada, o  evento é o mesmo, não adianta eu negar.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu não  pretendo convencer ninguém de nada, nem mudar a forma de pensar. Mas  confesso que ficaria muito feliz se soubesse que alguém percebeu que é  ou passou a ser ateu depois de ler o blog. Isso seria fantástico. E não  sei quem assumiria isso ou não, mas hoje, quase todos os meus amigos  falam sobre isso (religião, fé, crença, agnosticismo e ateísmo), graças a  mim e ao blog. Tê-los feito pensar a respeito já foi ótimo, acho  importante isso. E isso não pode ser confundido com “pregar” ateísmo,  pois realmente não é.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Algumas pessoas afirmam que o ateu tem fé na ciência, que a atitude é a mesma do religioso. O que pensa sobre isso?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Conheço vários cretinos que dizem essa besteira, fico filho da puta da  minha vida de ouvir isso. É um comentário de má fé, mal intencionado que  busca ofender e diminuir o ateu. Religião se baseia em textos toscos,  ultrapassados, sem razão, sem ciência. A ciência, que é o argumento  ateu, se baseia nas suas descobertas e no seu desenvolvimento. Está  sempre se corrigindo e melhorando. Não tem comparação.</p>
<p style="text-align:justify;">Um  amigo meu (que por sinal é sósia de jesus cristo, ainda que esteja  ficando completamente calvo) é bem afetadinho nessa questão, ele volta e  meia vem agressivo, cheio de pedras na mão, me perguntando se eu já vi  um átomo de hélio, eu digo que não e aí ele grita “viu, vc tem fé na  ciência, acredita no que não viu”. Eu fico olhando pra ele, e quanto  mais calmo fico, mais nervoso e agressivo ele reage. Uma vez perguntei a  ele se ele acreditava em deus, foi como se tivesse lhe dado um choque,  ele pulou e começou a quase gritar “DEPENDE, depende do que você  considera deus, de como vê isso&#8230;” e continuou dizendo uma porrada de  besteiras sem sentido, foi confuso. No fim ele não me disse nada sobre  se acreditava ou não em algo e no que. Apenas negou fragmentos de tudo e  tentou me ofender me xingando de crente e pastor. (risos).</p>
<p style="text-align:justify;">Fé é  acreditar cegamente em alguém ou algo. Não há isso na ciência. Agora se  alguém acha que acreditar em Papai Noel mesmo sem tê-lo visto é a mesma  coisa que acreditar em fusão nuclear sem tê-la assistido, tenho bem  pouco a dizer. Considero ignorância.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Qual a diferença entre Ateísmo e Antiteísmo e onde você se encontra nessa questão?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – A  diferença é pequena, mas existe. Ateísmo é apenas não crer em  divindades. O  Antiteísmo é não apenas não acreditar, mas também se opor  a crença em tais deuses. O antiteísta possui uma antipatia com crenças.</p>
<p style="text-align:justify;">A fusão  dos dois gerou os novos ateus, ou o neo-ateísmo, que se diferenciam do  ateu antigo pelo fato de serem mais radicalmente anti-religião,  acreditando num mundo melhor sem crenças e religiões.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou um neo-ateu.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Porque ninguém nega ou debate contra deuses gregos e egípcios?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Porque hoje não passam de mitologia e literatura. Como diz Joseph  Campbell “mitologia é o nome que damos as religiões dos outros”. Hoje  praticamente o planeta inteiro considera os deuses gregos e egípcios  apenas mitologia. Seria muito bom ver isso acontecer com allah e cristo.  Ninguém acredita em Zeus, Apollo, Atenas ou em Osíris e Anúbis. São  mitos do imaginário da cultura humana. As pessoas só não percebem que os  seres, entidades e deuses que dizem acreditar, também são exatamente  apenas mitos do imaginário.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 406px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-02-a2.jpg"><img class="size-medium wp-image-397" title="pt 02 a" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-02-a2.jpg?w=396&#038;h=145" alt="" width="396" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Foi mal galëre. Ninguem acredita mais em vocês.</p></div>
<p><em>Gino – Você considera os místicos e religiosos pessoas burras ou menos inteligentes?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Não, definitivamente. Até porque conheci e ainda conheço pessoas  realmente inteligentes que seguem religiões. Uma pesquisa recente  apontou que pessoas que decidem pelo ateísmo tendem a serem mais  inteligentes. Mas não é uma regra, e nem quer dizer que religiosos sejam  burros.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu me  considero um homem inteligente, não acima da média e nem nada, mas tenho  uma boa inteligência. Via de regra a maioria dos religiosos que conheço  argumentam de forma bem simplória, não tenho o menor pudor em dizer  isso. Ainda assim, conheço alguns professores (no sentido de terem muito  conhecimento) que são religiosos ou acreditam em deus e essas coisas.</p>
<p style="text-align:justify;">Na  verdade eu não questiono ou comparo a inteligência de ninguém sobre o  fato de ser ateu ou não. Não sei se tem ligação. O que na verdade chama  minha atenção como ateu, é tentar entender PORQUE essas pessoas tão  inteligentes acreditam em algo tão absurdo e irreal? Não sei, mas  gostaria de saber.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino  – Não vê nenhum lado bom na religião? Ela recruta homens perdidos,  ‘salva’ de uma vida de crime e drogas muitas pessoas. Os ‘ex’ alguma  coisa melhoram ao se converterem, porque não deixar do jeito que está?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC –  Não nego que essas igrejinhas de bairro estão recrutando os rejeitados e  então eles prosperam de alguma forma. Mas é um pensamento rápido  demais. Você pode conhecer um indivíduo que se afastou das drogas por  causa de jesus, e achar que a igreja foi ótima no caso dele. O fato é  que é uma visão do micro, de um indivíduo. Nos termos do macro, as  religiões tem causado um estrago tremendo na historia da raça humana.  Não posso deixar de ver o lado negativo das religiões (que afeta bilhões  de vidas por várias gerações) por causa de um grupo pequeno de  indivíduos.</p>
<p style="text-align:justify;">Não  vejo lado bom não, não em longo prazo. Em curto prazo existe esse lado  que estamos comentando, mas é uma solução paliativa e perigosa, não a  considero.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino  – Que a maioria das religiões e dos religiosos tem um temperamento  violento é fato. Mas a maioria deles se consideram bons e acham que as  pessoas afastadas de deus é que estão propícias a cometerem atos  violentos, crimes e a viverem de forma mundana e perdida. O que pensa  acerca dessa linha de pensamento religioso?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – É  exatamente esse o mecanismo de uma mente religiosa. Preconceito,  discriminação e ódio. Fanáticos têm sempre esse comentário na ponta da  língua. Um casal de políticos famoso aqui do Brasil usou isso inclusive  numa campanha para presidente. O canalha falava na propaganda eleitoral:  “O homem afastado de deus está sujeito a cometer crimes e bla bla  bla&#8230;”. Ele está sendo processado por casos e casos de corrupção,  suspenso de participar de eleições até 2011, mas o pior é que daqui a  pouco está de volta ao poder, pois aqui é o Brasil, aonde tudo continua  terminando em pizza e sem previsão para mudar.</p>
<p style="text-align:justify;">Se  fosse verdade um disparate desses teríamos uma massa de ateus nos  presídios e não o contrário, como é. É apenas uma afirmação de gente  fanática e ignorante, mas é um fato perigoso. As pessoas precisam usar o  cérebro para pensar e não para servir de contra peso no crânio. Quem  pensar vai discordar da frase, os religiosos sim são pessoas com  tendências agressivas e vingativas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Continua&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/384/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/384/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=384&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Questionário – Parte 1/4</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 15:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[E se você se entrevistasse um dia? Se fizesse a si mesmo as perguntas que algumas pessoas pensam, mas não fazem, seja por qual motivo for? Seria como se o Edson entrevistasse o Pelé, como se o José Mojica Marins entrevistasse o Zé do Caixão. A diferença é que quando resolvi fazer o Gino entrevistar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=303&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">E se você se entrevistasse um dia? Se fizesse a si mesmo as perguntas que algumas pessoas pensam, mas não fazem, seja por qual motivo for? Seria como se o Edson entrevistasse o Pelé, como se o José Mojica Marins entrevistasse o Zé do Caixão.</p>
<p style="text-align:justify;">A diferença é que quando resolvi fazer o Gino entrevistar o Delta Magna Cronos, na verdade foi apenas uma brincadeira, uma forma diferente de lançar um post no blog. Para isso, usei perguntas que várias pessoas já me fizeram em momentos diferentes. Perguntas comuns que costumam surgir. Juntar a essas perguntas alguns comentários e insinuações de vários conhecidos e então tentar responder. Dividi a ‘entrevista’ em quatro partes. Pois bem:</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Desde quando o blog ateu?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Lancei esse blog no final de 2008 para expor a idéia do ateísmo, assumir o ateísmo publicamente, e convidar outros ateus a aparecerem. Não se trata de fazer alguém mudar de idéia, o mais importante é mostrar uma forma de pensar diferente e simples. E que de preferência as pessoas pensem a respeito usando a razão, mesmo que tenham opiniões contrárias.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – O que é Ateísmo? Como anda esse ‘movimento’ e que está se tornando?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Ateísmo é algo muito simples, muito mesmo. É simplesmente não acreditar em  divindades, só isso. Tem alguns grandes nomes na ciência que chamaram atenção pro ateísmo nas últimas décadas, mas não há um ‘movimento’. Há uma pequena euforia de ateus na internet, mas não é nada comparado a movimentos religiosos. Poderia dizer que está virando moda, poderia dizer que está ganhando um péssimo cunho panfletário ou palanquista. Mas a verdade é que até mesmo no pensamento há parasitas. O ateísmo puro é apenas não acreditar em deuses e todo o resto envolvido pode ser considerado parasitismo filosófico.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_305" class="wp-caption aligncenter" style="width: 247px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-01.png"><img class="size-full wp-image-305" title="pt 01" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-01.png?w=470" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Representação simbólica (não oficial) do ateísmo.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Você é ateu desde quando?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Quase desde sempre. Eu tentei acreditar em deus, espíritos, forças malignas, energias doidas e sem explicação, karmas, vida após a morte e coisas do tipo. Mas não teve jeito, tirando o medo de ser castigado e condenado, em todo o resto eu era completamente impotente nos assuntos da fé. Sempre achei o mundo uma bosta, a humanidade um lixo e nunca fez sentido pra mim que um deus bonzinho e super poderoso criasse toda essa merda cósmica. Quando foi um dia eu dei nome ao que eu sentia, você simplesmente percebe de repente que é ateu. Está escovando os dentes, de repente para e percebe “eu sou ateu”.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Mas em que se baseia para ser ateu?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Na falta de sentido lógico dos textos religiosos, na absoluta falta de milagres, aparições e de qualquer fenômeno “sobrenatural” (odeio esse termo, odeio mesmo) em todos os tempos, não há absolutamente NENHUM caso sério ou respeitável em toda a história da humanidade de algo ‘estranho’ que não tenha sido fraude ou equívoco. Mas ainda há um motivo maior que esse para se basear o ateísmo, a ciência. Biologia, química, física, matemática, todo o universo é feito disso, apenas disso. A ciência é o estudo da natureza, das coisas que existem e que são. Só as ciências podem responder as perguntas de verdade, o resto não passa de opinião, crença e ignorância.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Se deus não existe, não há um mundo metafísico, transcendental e nem eternidade, então qual é o sentido da vida?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – E quem disse que há um? E se não houver? Somos frutos da evolução de espécies, a idéia é adaptação e continuidade. Crescemos com essa idéia fixa que há um ‘sentido da vida’ e que temos que achá-lo. Provavelmente não tem. Viver é se adaptar a natureza que fazemos parte assim como ela a nós. Viver é ser um organismo inteligente ou não que pretende continuar existindo, mas precisa lutar por isso. E continuar existindo, se refere a espécie e posteriores alterações, não se refere a almas, espíritos e indivíduos que vivem para sempre. Isso não existe.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-01-a.jpg"></a></p>
<div id="attachment_309" class="wp-caption aligncenter" style="width: 438px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-01-a1.jpg"><img class="size-medium wp-image-309" title="pt 01 a" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2010/09/pt-01-a1.jpg?w=428&#038;h=280" alt="" width="428" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Bom conselho.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Mais a frente vou entrar no fato de que você parece ser revoltado com deus, ter raiva dele ou coisa assim. Mas por hora quero apenas uma breve explicação. Um e-mail seu (suedoiedo) significa ‘odeio deus’ escrito de trás pra frente. É do meu interesse entender porque odeia o que diz não existir.</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Não existem deuses, são apenas um conceito da cultura humana. Odeio sim esse conceito, acho atrasado, macabro, desinteressante e absolutamente letal. As religiões são um grande perigo, destruíram algumas civilizações e atrasaram o mundo de forma absurda por séculos. É perigosíssimo ter religiões em governos, em livros de leis e em decisões populares. É de arrepiar, elas fedem a sangue e violência. A espinha dorsal desse frenesi histérico chamado religião, é o conceito da divindade que lhe for afim, logo, deus é a munição dessa arma de destruição em massa que são os exércitos da fé.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Passa a impressão que você confunde deus com religiões. Segundo dizem, as religiões são humanas, feitas por homens, mas deus está acima disso, pois foi quem criou tudo. O que pensa sobre isso?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Penso que é uma idiotice sem fim, são a mesma coisa e não existem separados. Muitas pessoas acham bonitinho ter um lado místico. Elas não sabem explicar e não tem a menor preocupação em saber o que realmente pensam sobre aquilo, apenas gostam de brincar com símbolos porque se fascinam pelo seu lado misterioso e pseudo poderoso. Pois são justamente essas pessoas que não querem seguir uma religião específica, e não querem porque são preguiçosas, não tem capacidade de levar um compromisso a sério e também porque não querem ou não conseguem se afastar do que consideram ‘seus pecados’, que se valem desse tipo de afirmação, que religião é humana e corrupta, mas que o lado espiritual e a ligação com deus é individual e independente de templos. É uma atitude cretina. É como adorar jogar futebol, mas se recusar a jogar em campos e estádios porque não precisa dividir isso com pessoas que corromperam o futebol feito por homens. Algo como “eu jogo sozinho por amor a bola, com as minhas regras próprias”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para esse exército de robôs místicos que seguem símbolos e mini rituais esotéricos, praticamente existe uma personal mini religião para cada um. Cada pessoa cria os valores morais do deus que diz acreditar e as leis ou falta delas que decide seguir por conta própria. Enfim, tudo que os homens acreditam ou seguem, foram criados por eles mesmos, isso vale pra ciência, pra qualquer ideologia, religiões e tanto quanto, deus. Sendo que a ciência não foi inventada, foi descoberta e desenvolvida constantemente, já as religiões não, cada uma foi inventada e erguida de acordo com as frescuras e medos vigentes em cada cultura e época.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Mas se ambas (religião e ciência) são humanas, não podem coexistir?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC &#8211; A diferença principal entre religiões e ciência, é que uma foi inventada baseada em relatos fanáticos e mentirosos, já a ciência foi descoberta, desenvolvida, evoluída passo a passo, descobrindo novas coisas sobre o funcionamento da natureza e corrigindo os equívocos que ela mesmo (ciência) cometeu. A ciência tenta desvendar o funcionamento da natureza, a religião quer ser o próprio controle da natureza através de um ser superpoderoso. Religiões não se corrigem, passam séculos ou milênios afirmando o mesmo dogma como verdade absoluta e definitiva sobre o universo, o que é ridículo.</p>
<p style="text-align:justify;">Não podem coexistir não, religião é síntese, paralisa o intelecto e o raciocínio. Criva o pensamento com freios e não permite questionar e experimentar. A ciência é análise, exige exatamente uma postura contrária àquela em tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Como ateu você já sofreu algum preconceito?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Não exatamente. É sutil, as pessoas criticam sim, mas pelas costas, é raro quem questione na minha presença. Sempre sofri preconceitos na vida, sempre fui um garoto pobre de classe média baixa, branquinho, de boa aparência, mas sem dinheiro. Isso é péssimo no Brasil (ser pobre é ruim em qualquer lugar), tendo boa aparência eu não era permitido na minha classe econômica composta por pessoas menos favorecidas fisicamente no que diz respeito ao padrão de beleza. Mas entre os de mesma aparência eu não era aceito porque o poder aquisitivo de minha família era ridiculamente baixo. Depois adolescente, foram os cabelos compridos, uma praga, as pessoas te julgam de varias coisas que elas consideram negativas. A típica hipocrisia social, acham bonito de longe, lá do outro lado da rua, mas não querem dentro de suas casas. Depois, já com cabelos curtos, vieram as tatuagens, que eu adoro, pretendo tatuar muito mais, e gera um puta preconceito também. Acho que de todos o que mais me incomoda é o das tatuagens, é o que sinto mais forte. Entretanto, foda-se.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao ateísmo acho um preconceito sutil, está classificado naquela frase “religião, política e futebol não se discute”, péssima frase por sinal. Algumas meninas se recusaram a namorar comigo porque eu sou ateu (risos), sério, é verdade. Foi a única discriminação que sofri até aqui pelo ateísmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino &#8211; Você sofreu algum trauma pra virar ateu?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – É uma pergunta abominável, mas é realmente necessário reponder essa sandice. Ao contrário disso, vejo muitas pessoas entrarem ou procurarem uma religião por causa de algum trauma ou perda. Claro que existem aquelas pessoas que colocam a culpa em deus e se revoltam, isso é um clássico, mas não é o caso de um ateu, é o caso de alguém que acredita em deus, mas está revoltado com ele porque o culpa pela perda. Um ferimento emocional forte, uma tristeza grande leva as pessoas a isso sim.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas ateísmo é outra coisa, é não acreditar em divindades porque parou para pensar e raciocinar. Você pesquisa, procura saber o que dizem os religiosos e a ciência e percebe que a possibilidade de uma divindade existir é ridiculamente mínima.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Gino – Então existe a possibilidade?</em></p>
<p style="text-align:justify;">DMC – Não. Mas a ciência não pode afirmar de forma leviana como faz uma religião. O método científico exige que essa expressão “provavelmente não existe” seja usada em favor e respeito da física, não da religião.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Continua&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/303/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=303&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Raiz do pesadelo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 04:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviso: Esse texto acabou ficando com o dobro do tamanho normal que costumo escrever. Não foi proposital e nem é meu objetivo, mas não teve outro jeito, não havia o que cortar e optei por não dividi-lo em duas partes. Era mesmo importante mantê-lo junto, pois as partes do texto se combinam e se complementam. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=222&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">Aviso</span>: Esse texto acabou ficando com o dobro do tamanho normal que costumo escrever. Não foi proposital e nem é meu objetivo, mas não teve outro jeito, não havia o que cortar e optei por não dividi-lo em duas partes. Era mesmo importante mantê-lo junto, pois as partes do texto se combinam e se complementam. Desculpo-me pela enxurrada de palavras, e agradeço a quem encarar até o fim.</p>
<p style="text-align:center;">_______________________________</p>
<p style="text-align:center;">
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<p style="text-align:justify;">Nos dicionários, pesadelo é a agitação ou a opressão durante o sono, causada por sonhos aflitivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sonhos aflitivos&#8230; sei bem o que são. Tenho um pesadelo quase todos os dias. Isso mesmo, apenas um. Geralmente o primeiro sonho que tenho na noite é um pesadelo, e geralmente acordo com aquela sensação de medo ou algum outro sentimento ruim e ao olhar o relógio, passaram-se trinta minutos que dormi. São sonhos solitários, com estranhos ameaçadores, ou cachorros ameaçando me morder (inclusive um cavalo, uma vez) e em muitos eu torturo gatos ou cachorros, e sinto muita raiva, um pouco de prazer e uma culpa e arrependimento horríveis enquanto o faço. Tem também uns em que tenho a sensação que há uma criatura fantasmagórica no meu quarto, algo (alguém) horrivelmente feio e mal (talvez deformado) e num transe entre dormir e acordar, me recuso a abrir os olhos de medo para não vê-lo, e tampouco consigo me mover, o que gera uma agonia enquanto fico tentando me mexer sem conseguir, até que desperto abruptamente com a respiração ofegante. Não são pesadelos absurdamente tétricos, nada como um filme de terror, mas me deixam com uma sensação terrivelmente ruim quando acordo.</p>
<p style="text-align:justify;">Já se tornou um hábito, mas não uma regra, pois em muitas noites não os tenho. Numa breve conversa sobre o fato no meu ambiente de trabalho, fui acusado por uma adoradora fanática de um tal de jesus cristo (ou alguma coisa assim) de ter esses pesadelos porque não o adoro. Algo como uma punição dada por algum deus ou por algum diabo (não entendi bem) pelo meu pecado mortal de não me ajoelhar diante do invisível senhor. Nas palavras dela: “se você orasse antes de dormir isso não aconteceria.”</p>
<p style="text-align:justify;">Mas vamos falar de coisa séria. Falar de como se fica religioso, quando começa a crença em algum tipo de deus. Qual a medida de acreditar, e porque? Porque a maioria dos religiosos não se considera ou não percebe que é fanático?</p>
<p style="text-align:justify;">Então é disso que vamos falar, de começo da crença e fanatismo. Uma boa forma de simbolizar essa situação apavorante é uma criança religiosa, uma criança que acredita em deus, uma criança que reza, uma criança que ora, uma criança que teme a algum tipo de deus, uma criança que adora uma criatura que é considerada uma criadora. Uma criança que necessita dessa divindade protetora para lhe livrar dos monstros debaixo da cama e dentro do armário (na verdade o lugar certo onde os monstros vivem, é dentro da cabeça, na mente). Uma criança que decora coisas absurdas e acredita nelas porque as recebeu dos pais em quem confia e ama (ou de pessoas autorizadas por esses).</p>
<div id="attachment_230" class="wp-caption aligncenter" style="width: 368px"><img class="size-full wp-image-230" title="ScreenShot006" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/screenshot006.jpg?w=470" alt="O parasita da ignorância injetado durante a formação do cérebro e da mente."   /><p class="wp-caption-text">Pensamentos parasitas injetados durante a formação do cérebro e da mente.</p></div>
<p style="text-align:justify;">É uma idéia realmente apavorante pra mim, é por assim dizer&#8230; um pesadelo. Um pesadelo que permeia a sociedade em geral, um pesadelo que atinge a todos nós, e que se tem mesmo enquanto está acordado, não o tipo que se tem dormindo. É um daqueles que todos teriam alguma história para contar sobre, mas com um porem tenebroso, não consideram um pesadelo. A maioria das pessoas (por ter sofrido a mesma brutalidade quando crianças) acha normal crianças serem catequizadas com jesuitismo e outros deismos. A maior parte inclusive acha bom, importante ou necessário.</p>
<p style="text-align:justify;">Porque ateus tão antideus (conceito), tão antireligião quanto eu consideram a catequese infantil um absurdo repugnante tão forte, tão brutal quanto a própria pedofilia? Respondo com três argumentos: uma pesquisa sobre como as crianças começam a pensar, o posicionamento de alguns pensadores, cientistas e ex-religiosos, e com um ‘pesadelo’ pessoal vivido de perto por mim, vendo um ente familiar querido e tão próximo se tornar apesar da pouquíssima idade, um fanático religioso mirim. Não exatamente nessa ordem, mas usarei os três pontos de vista.</p>
<p style="text-align:justify;">O abuso mental e o abuso religioso se entrelaçam ao abuso físico nesses tempos de pavor e paranóia sobre a pedofilia, afinal a assustadora quantidade de casos denunciados e descobertos de assédio sexual em crianças e adolescentes dentro da igreja católica nos últimos anos foi algo no mínimo assustador (é bom lembrar que tem surgido denuncias idênticas de vários pastores evangélicos também).</p>
<p style="text-align:justify;">Como diz Richard Dawkins “A Igreja Católica no mundo todo já pagou mais de um bilhão de dólares em indenizações. Dá quase para se solidarizar com ela, enquanto não lembramos de onde, afinal, veio o dinheiro.”</p>
<p style="text-align:justify;">Mas apesar desse fato ser desconcertante (inclusive para a própria igreja) e real, não é justo generalizar e resumir a igreja católica a esses fatos e nem transformá-la num sinônimo de pedofilia. Alem do mais o abuso que vou me focar é o religioso, que envolve o abuso intelectual, mental e emocional em crianças. Abuso feito de forma voluntária e involuntária pelos próprios pais e pela sociedade em geral.</p>
<p style="text-align:justify;">Para entender porque é abuso ‘fazer’ uma criança pensar em algum tipo de deus, seria bom entender o que é abuso e como funciona a cabeça e a formação intelectual das vítimas, as crianças.</p>
<div id="attachment_233" class="wp-caption aligncenter" style="width: 423px"><img class="size-full wp-image-233" title="abuso" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/abuso-sexual-pedofilia.jpg?w=470" alt="O abuso mental, intelectual, físico, sexual, emocional e religioso deixam marcas na personalidade que não sairão mais."   /><p class="wp-caption-text">O abuso mental, intelectual, físico, sexual, emocional e religioso deixam marcas na personalidade que não sairão mais.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Porque afinal de contas os pais ensinam seus filhos a acreditarem em coisas estúpidas como Papai Noel, coelhinho da Páscoa e papai do céu? Os que têm cunho comercial são mais fáceis de entender, e melhor, são perecíveis. Natal e Páscoa (e suas devidas criaturas símbolo) são mentiras que mais cedo ou mais tarde são desmascaradas pelas mesmas pessoas que a ensinaram. Quando os ídolos maiores que temos, nossos pais, se tornam mentirosos e nos fazem sofrer a primeira grande decepção e perda da vida, a perda do bom velhinho e do coelhinho da páscoa.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o não menos ridículo e fantástico papai do céu, porem, continua intacto no imaginário coletivo. Mas por quê? Porque é o único que nos põe medo, o único que nos pode punir ou nos proteger de quem quer nos punir. “Querido, se o diabo estiver debaixo da sua cama querendo rasgar sua barriga pra chupar seu intestino como macarrão ou enfiar a mão no seu cu até cravar as unhas no seu estômago, feche os olhos bem apertado e sussurre pra papai do céu te ajudar. Pronto, o diabo some.” (talvez as mães digam isso com outras palavras, mas dá no mesmo).</p>
<p style="text-align:justify;">Crianças não formam opiniões severas sobre nada, nem tem conhecimento ou discernimento ou ainda embasamento para formar as próprias idéias. Crianças não são petistas ou tucanas pe esse de bistas, crianças não são marxistas ou keynesianas. Não pensam nessas coisas e nem as entendem.</p>
<p style="text-align:justify;">Falar que uma criança é católica, ou evangélica (seja qual caralho de denominação for), ou kardecista, ou muçulmana, ou de qualquer tipo de religião ou filosofia espiritualista que seja é absolutamente ridículo e mentiroso. Do ponto de vista psicológico, um atentado e um crime.</p>
<p style="text-align:justify;">Existem crianças filhas de pais evangélicos, filhas de pais católicos, filhas de pais muçulmanos, filhas de pais espíritas e etc&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Os pais são a deformação mental medonha que quiserem, pois são adultos o suficiente para usar o próprio cérebro para não pensar e aceitarem fatos esdrúxulos e sem racionalidade nenhuma como verdade. Mas não podem ‘violentar’ a mente da criança dessa forma absurda e covarde (por mais que achem que estão fazendo o certo). A autoridade dos pais tem limites.</p>
<p style="text-align:justify;">Dawkins menciona esse “acreditar estar fazendo a coisa certa com os filhos”. Alega que esse é um enorme poder da religião de desvirtuar o juízo e perverter a decência humana. Chama atenção para “a presunção com que as pessoas religiosas <em>sabem</em>, sem evidências, que a fé em que nasceram (ou seguem) é a única fé verdadeira, e que todas as outras são aberrações ou simples mentiras”.</p>
<p style="text-align:justify;">Menciona também uma carta que recebeu de uma mulher por volta de quarenta anos que havia sido criada como católica. Ela falava de dois traumas, dois abusos que havia sofrido quando era criança. Um sobre um abuso sexual que sofreu do padre de sua paróquia, no carro dele. E pouco depois o trauma de uma amiguinha que morreu tragicamente, mas como era protestante teria ido para o inferno.</p>
<div id="attachment_242" class="wp-caption aligncenter" style="width: 449px"><img class="size-full wp-image-242" title="Cópia de anonimo1_inferno-1" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/copia-de-anonimo1_inferno-1.jpg?w=470" alt="O inferno aonde uma criança iria queimar eternamente por ter sido criada para acreditar numa palhaçada diferentes da que os outros adultos acreditavam."   /><p class="wp-caption-text">O inferno aonde uma criança iria queimar eternamente por ter sido criada para acreditar numa palhaçada diferente da que os outros adultos acreditavam.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Como adulta, a mulher entendia que tinha sofrido dois abusos, um físico e outro mental, e que de longe, o segundo tinha sido pior. Ela escreveu:</p>
<p style="text-align:justify;">“Ser apalpada pelo padre só deixou uma sensação (na cabeça de uma menina de sete anos) de ‘nojo’, enquanto a lembrança da minha amiga indo pro inferno é de um medo gelado, incomensurável. Nunca perdi o sono por causa do padre – mas passei muitas noites aterrorizada com o medo de que as pessoas que eu amava fossem para o inferno. Aquilo me causou pesadelos.”</p>
<p style="text-align:justify;">Dawkins cita também a atriz comediante Julia Sweeney, que teve formação religiosa na infância, mas se viu um dia perdendo a fé e não acreditando mais em deus, e não gostou disso, queria continuar acreditando, mas não conseguia mais. Alegou “&#8230;não sei se consigo não acreditar em deus. Preciso de deus. Quer dizer, temos uma historia juntos”. Não sabia como levantar da cama, como levar o dia, se sentiu desequilibrada. Hoje é uma atéia orgulhosa.</p>
<p style="text-align:justify;">E ainda Dan Barker, que escreveu <em>Perdendo a fé na fé: de pregador a ateu</em>, Dan foi um ministro fundamentalista e pastor viajante que se tornou um ateu contundente e convicto. O interessante da história dele é que mesmo quando se tornou ateu, continuou a pregar o cristianismo por um tempo, porque era a única carreira que conhecia e se sentia enredado numa teia de obrigações sociais.</p>
<p style="text-align:justify;">O detalhe mais interessante ainda, é que depois de escrever sua história, conheceu vários religiosos americanos que estão na mesma situação que ele estava. Pregando por não ter outra opção, mas sem acreditar em uma palavra do que pregam.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a confiança absoluta que as crianças têm nos adultos que amam, se tornam extremamente vulneráveis e as ferramentas de abuso na mente infantil vão desde a ameaça a outros meios quase invisíveis como a persuasão por chantagem emocional (mais ou menos evidente) e o carisma.</p>
<p style="text-align:justify;">A bem dizer, qualquer conjunto de pais responsáveis e inteligentes, ensinaria a seus filhos ‘como’ pensar e não ‘o que’ pensar. Apresentar as alternativas disponíveis, mostrar o quanto as diferentes religiões colidem em sua teorias, o ponto de vista científico (se é que os pais em questão o conhecem). Ainda que mesmo no fim disso tudo fosse provável a escolha de seguir o pai ou a mãe, já que a criança está num estágio de formação da mente e cérebro que não lhe permite a autonomia filosófica pertinente a esse campo de pensamento. E escolhe então o conveniente ato de apenas seguir alguém em quem confia.</p>
<div id="attachment_254" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-254" title="rodtoddflanders" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/rodtoddflanders1.gif?w=470" alt="Os filhos dos Flanders no desenho dos Simpsons. Crianças fanatizadas pela fé alucinada de pais fanáticos."   /><p class="wp-caption-text">Os filhos dos Flanders no desenho dos Simpsons. Crianças fanatizadas pela fé alucinada de pais fanáticos.</p></div>
<p style="text-align:justify;">O psicólogo Nicholas Humphrey em uma de suas palestras fez uma ressalva e uma pequena censura a liberdade de expressão dos pais. Disse que as crianças têm o direito de não ter a cabeça aleijada pela exposição às péssimas idéias de outras pessoas, não importam quem sejam. Que os pais não têm o direito de eliminar os horizontes de conhecimento dos filhos e insistir que eles sigam os caminhos estreitos da sua própria fé. E completou dizendo que nós, como sociedade, temos o dever de proteger as crianças disso. Não podemos permitir que pais digam a seus filhos que a Bíblia é uma verdade literal e nem que suas vidas são governadas pelos planetas, assim como não permitimos que os pais arranquem os dentes dos filhos ou os tranquem em calabouços.</p>
<p style="text-align:justify;">Um exemplo é o absurdo caso de mulheres que sofrem a mutilação vaginal (as vezes chamada de circuncisão) até nos dias de hoje. É um rito sagrado, uma medida terrivelmente dolorosa, e sabota o prazer sexual das mulheres (aliás, há quem acredite ser este o verdadeiro embuste). As meninas são criadas para serem mutiladas, e aceitam. Algumas até mesmo dizem que querem ser circuncidadas. Mas será que quando adulta, ela não gostaria que aquilo não tivesse acontecido?</p>
<p style="text-align:justify;">Pois há um dado interessante na trilha dessa resposta. Estatisticamente, não há absolutamente nenhuma mulher adulta que tenha deixado de ser circuncidada quando criança e tenha se apresentado como voluntária para a operação quando mais velha. Sim, o numero de mulheres que optaram pela mutilação vaginal depois de adultas, é zero.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixamos crianças dirigir? Usar bebida alcoólica ou tabaco? Viajarem sozinhas e sem autorização? Podem responder por seus atos, são auto-suficientes do ponto de vista civil?</p>
<p style="text-align:justify;">Então mesmo que ela seja consultada e manifeste que quer ser mutilada ou seguir uma religião isso deve ser pesado e avaliado. Pois será que teriam a mesma decisão quando tivessem condições e maturidade e se fossem educadas e informadas sobre as alternativas disponíveis?</p>
<p style="text-align:justify;">E não esqueçamos que essas crianças serão os pais de amanhã, acho que daí surge o erro cíclico de redundância de propagação da praga religiosa e da ignorância mística.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso ‘Debora’, um monumento de mulher com curvas vertiginosas indo e vindo. Alta, bonita, cabelos longuíssimos, lisos e negros e um sorrisão que devora qualquer olhar. Pois bem, esta mesma, sentada há uns três metros de distancia de mim vira numa conversa sobre o assunto e profere (ou profana): “&#8230;eu nem acredito muito nessas coisas não, sei lá, mas quando eu tiver meu filho eu vou batizá-lo. Sabe lá se depois existe o inferno e ele vai pra lá só porque eu não batizei ele, né?”</p>
<p style="text-align:justify;">Puta que pariu, ela conseguiu ficar feia nesse momento. Que desanimo, que tristeza que dá ouvir esse tipo de coisa. Eu fico fraco nessas horas, sem palavras. Quase desejo que existisse o deus louco e psicótico do antigo testamento e que ele mandasse um meteoro maior que a Terra destruir esse lugar doido como se fossem bolinhas de gude.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas aí ela levanta e passa andando e o movimento de seu corpo e de seus cabelos fazem ela ficar bela de novo. Como sempre, a natureza fala mais alto que qualquer crença.</p>
<div id="attachment_244" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><img class="size-full wp-image-244" title="022709220543" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/0227092205431.jpg?w=470&#038;h=308" alt="Objetos bizarros no quarto de uma criança de dez anos. Contarei esse pesadelo mais pra frente." width="470" height="308" /><p class="wp-caption-text">Objetos bizarros no quarto de uma criança de dez anos. Contarei esse pesadelo mais pra frente.</p></div>
<p style="text-align:justify;">O ponto de vista científico também alerta sobre o perigo da catequese infantil. Uma pesquisa realizada por psicólogos da New York University, conduzida por Scott Johnson, dá a primeira evidência conclusiva de que as crianças realmente aprendem os conceitos sobre os objetos bem cedo – entre os 3 e 6 meses de idade – e que elas conseguem isso através da observação visual.</p>
<p style="text-align:justify;">Por volta dos sete anos de idade o pensamento lógico, objetivo, adquire preponderância. Agora a criança é capaz de construir um conhecimento mais compatível com o mundo que a rodeia. O real e o fantástico não mais se misturarão em sua percepção.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos 11~12 anos a criança já é capaz de compreender as relações de causa e efeito; esta nova lógica lhe permite iniciar processos reflexivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora a criança já sabe que objetos não caem para cima, pessoas não desaparecem, cavalos não voam, árvores não falam.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante seu curto período de vida essa criança nunca viu tais coisas acontecerem e seu bom-senso lhe dirá que não poderiam acontecer se questionadas a respeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns Abusos comuns (entre outros) cometidos sobre a mente infantil:</p>
<p style="text-align:justify;">Abuso intelectual: ocorre quando o processo de pensamento é desconsiderado, interrompido ou desencorajado. Ou seja, críticas destrutivas aos pensamentos, julgamentos ou punições duras por erros de raciocínio, imposição rígida de como e o que pensar, sem espaço para criatividade ou erro.</p>
<p style="text-align:justify;">Abuso religioso: ocorre quando preceitos, ensinamentos ou rituais religiosos são impostos e crianças são forçadas a aceitar sistemas inflexíveis dos pais, enquanto suas próprias verdades são minadas ou negadas. O mesmo se dá com comunidades que são forçadas a seguir programas teológicos (dogmas) específicos sob ameaça de punição.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando alguém sofre abuso, está sendo ferido. Dor lhe é imposta, medo e raiva, desespero e inferioridade, confusão, culpa e vergonha ficam impregnados no indivíduo. Quando alguém sente culpa, sente que cometeu um erro, mas quando alguém sente vergonha, sente que é o próprio erro. Indivíduos tornam-se adultos profundamente marcados, carregando dentro de si crianças magoadas e não-reconhecidas. Mesmo abusos sutis e disfarçados deixam marcas na personalidade pro resto da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Tirei essas pesquisas e conclusões psicológicas dos seguintes sites:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://tyrannosaurus.wordpress.com/2008/08/14/violencia-intelectual-contra-criancas/" target="_blank">Violência intelectual contra crianças &#8211; Tyranossaurus Rex</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://emedix.uol.com.br/not/not2003/03ago25neu-pnas-ssn-aprendizado.php" target="_blank">A velocidade de aprendizado das crianças &#8211; Emedix</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.geocities.com/martagrzy/home5.html" target="_blank">Diferentes formas de abuso &#8211; Marta Grzywacz</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://portalcienciaevida.uol.com.br/esps/Edicoes/29/artigo89292-3.asp" target="_blank">Um mal chamado co-dependência &#8211; Portal Ciência e Vida</a></p>
<p style="text-align:center;">*  *  *</p>
<p style="text-align:justify;">E sobre o meu pesadelo pessoal? Um sobrinho, uma criança, um fanático pelo carpinteiro alcoólatra. Pai de uma religião, mãe de quase outra (nenhuma na verdade, mas algumas idas e vindas entre duas) o menino recebeu a suposta ‘liberdade de escolha’ (que não é totalmente honesta, nunca é), e seguiu por algum motivo sombrio, alguma delas (qual, não faz diferença até que sofra algum atentado, ou cometa algum). Freqüentando catecismo, falando de igreja e falando de Jesus. O quarto apinhado de marcas e ídolos, terços, cruzes, livros sobre o assunto, e até um mapa mundi de uma espécie de editora católica, com um destaque para a região do oriente médio, em especial para Israel. Lembro-me bem de um dia, eu já meio incomodado com a histeria religiosa do menino, estava olhando o enorme mapa mundi na parede com ele ao meu lado, quando o destaque para Israel me chamou a atenção.</p>
<div id="attachment_229" class="wp-caption alignnone" style="width: 461px"><img class="size-full wp-image-229" title="120608161831" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/120608161831.jpg?w=470" alt="Eis o mapa com o destaque devidamente destacado."   /><p class="wp-caption-text">Eis o mapa com o destaque devidamente destacado.</p></div>
<p style="text-align:justify;">- Ué, porque um destaque pra Israel? – perguntei mais pro próprio mapa do que para uma criança de dez anos.</p>
<p style="text-align:justify;">A reação dele foi de estupefação. Ficou me olhando sério com uma expressão nervosa e olhos arregalados. Após uma pausa respondeu com certa revolta na voz:</p>
<p style="text-align:justify;">- Foi o estado onde Jesus viveu!</p>
<p style="text-align:justify;">Minha resposta foi rapidíssima e sincera.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não acredito nessa porcaria.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele congelou, abaixou a cabeça, e saiu do quarto.</p>
<p style="text-align:justify;">Imediatamente ao me virar pro lado, avisto em cima da mesa uma folha de papel, mas não em branco, com um desenho absurdo. Fotografei com meu celular e vou pô-lo aqui para que pensem e concluam o que quiserem. E detalhe, a mesma criança, semanas antes, se concentrava em desenhar (e estava começando a fazê-lo muito bem) carros. Carros esporte, carros de corrida e carrinhos da coleção dele.</p>
<div id="attachment_228" class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px"><img class="size-full wp-image-228" title="desenho" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/09/120608161812.jpg?w=470" alt="Desenho de uma criança de 10 anos."   /><p class="wp-caption-text">Desenho de uma criança de 10 anos.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Alguns dias depois veio a novela do batizado do menino, queriam que eu fosse o padrinho, não gostei da idéia, mas recusar para a criança era algo que eu não queria, pensei em fazer o sacrifício. A conversa se desenrolou, mas nunca deixei de mostrar meu desconcerto em relação ao fato. Quando me disseram que o padre ia me fazer perguntas no microfone, coisas como “você reconhece a igreja católica apostólica romana como autoridade e num sei o que?” eu ri, de raiva e por achar graça mesmo. Recusei-me, a casa caiu, não faço esse sacrifício, nem por sobrinho nenhum, isso seria ridículo. Não ficou um clima bom não, mas a mãe foi gentil, conversou com ele, explicou que eu não acreditava e que não queria entrar na igreja e nem mentir (as duas coisas são verdade) e acabou ficando tudo bem. De lá pra cá fazem uns meses, acho que o fogo de palha diminuiu um pouco, nem sei. Mas ele não parece estar tão obcecado pelas coisas do céu e do inferno bíblico que não passam de folclore. Melhor pra ele.</p>
<p style="text-align:justify;">Então é isso, o assunto exigiu uma carga maior de texto do que de costume, mas não saberia o que cortar, então não cortei nada. Todas as citações e passagens de Richard Dawkins que usei aqui (e não foram poucas) fora tiradas do capítulo nove do livro “Deus, um delírio”</p>
<p style="text-align:justify;">Religião na infância é um pesadelo, vi isso no meu próprio sangue, sei que quase todas as pessoas têm esse mal dentro de suas casas, e pior, não o consideram assim. Uma pena, pois deviam.</p>
<p style="text-align:justify;">Quase todos os problemas têm solução, pesadelos também têm solução, mas um real como esse é difícil, bem difícil de resolver. Diante da impotência de mudar, apenas escrevo, ou grito, ou desabafo ou tento mostrar pra alguém que esse mal invisível está sendo perpetuado por uma praga cultural através do parasita da ignorância.</p>
<p style="text-align:justify;">Três da manhã, eu aqui escrevendo sobre algo que considero um grande incomodo. Cansado e sonolento, termino finalmente esse texto e me preparo pra descansar.</p>
<p style="text-align:justify;">Por hora, só consigo pensar numa forma de escapar desse pesadelo&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Indo dormir.</p>
<p style="text-align:justify;">Boa noite.</p>
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		<item>
		<title>Sanctus et monetariu</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 03:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[A doença da preguiça é realmente uma coisa maldita, por meses fiquei incrustado com esse artigo meio escrito e com preguiça de terminá-lo. Enquanto isso o blog ficou abandonado (tadinho) e eu enrolava ao invés de atualizá-lo. Mas tudo bem, aqui está a terceira e última parte que complementa os dois últimos artigos (O sagrado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=175&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A doença da preguiça é realmente uma coisa maldita, por meses fiquei incrustado com esse artigo meio escrito e com preguiça de terminá-lo. Enquanto isso o blog ficou abandonado (tadinho) e eu enrolava ao invés de atualizá-lo. Mas tudo bem, aqui está a terceira e última parte que complementa os dois últimos artigos (<em>O sagrado e o cifrão</em> e <em>Religio et denarius</em>):</p>
<p style="text-align:justify;">Desde que fiz este blog, três pessoas em particular (na verdade mais do que isso) vieram com aquela empáfia comum de quem se ofende sem ter o direito e (com voz de mãe que briga com o filho) com dedos levantados disseram gravemente, “Você confunde religião com fé e com espiritualidade! Seu blog critica uma coisa, falando de outra que não tem nada a ver com a história!”</p>
<p style="text-align:justify;">Uma das pessoas falou isso pelo MSN e não aceitou minha resposta. A segunda estava deitada comigo na minha cama, quando terminou, sorri e lhe beijei. A terceira é quem eu acredito ser a própria volta de Jesus, o nazareno ilusionista. Diego, alguém que eu amo e odeio, amo uns 35% e odeio uns 75%. Não, eu não fiz as contas erradas. Tem 10% a mais. De ódio.</p>
<p style="text-align:justify;">Não tenho idéia de onde tiraram essa idéia descabida sobre minha opinião. Aquele velho papo furado de: “religiões são feitas por homens, deus é outra coisa”. Não, não é. Religiões, ciências, deus e todo o resto de dúvidas e certezas são feitas por homens. Acima de nós, apenas a natureza que nos gerou e que não depende de nosso pensamento. Eu não misturo ou confundo as coisas não, trato religião e fé religiosa de uma mesma forma porque considero sintomas vinculados da mesma doença. Quanto a espiritualidade, primeiro pergunto o que é? Ainda que não faça a menor questão que tragam a possível resposta pra mim. Sei que cada pessoa daria uma resposta diferente e mais fantástica que a outra sobre o que é espírito e espiritualidade. No fim da conversa eu diria “&#8230;se você parar pra pensar racionalmente nisso que você acabou de me falar, provavelmente vai ver que não existe e não faz o menor sentido. Desculpe”.</p>
<p>Mas vamos falar alguma coisa de fé, porque não?</p>
<p style="text-align:justify;">Fé é uma firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja mesmo verdade, simplesmente porque se confia em alguém ou algo. Não é baseada em evidências, é baseada em experiências pessoais e compartilhada através de relatos.</p>
<div id="attachment_179" class="wp-caption aligncenter" style="width: 333px"><img class="size-medium wp-image-179" title="La Fe" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/06/escultura-la-fe-de-luis-salvador-carmona-1752e2809353-o-veu-simboliza-a-impossibilidade-de-conhecer-diretamente-as-evidencias.jpg?w=323&#038;h=416" alt="Escultura La Fe, de Luis Salvador Carmona (1752–53). O véu simboliza a impossibilidade de conhecer diretamente as evidências." width="323" height="416" /><p class="wp-caption-text">Escultura La Fe (A Fé), de Luis Salvador Carmona. O véu simboliza a impossibilidade de conhecer diretamente as evidências.</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Pra entrelaçar o assunto com economia vou citar Jacques Attali, economista e escritor francês, que aos 27 anos era conselheiro de François Mitterrand. Attali era um doutor em economia oriundo de família judia.</p>
<p style="text-align:justify;">Attali acreditava que o aparecimento do cristianismo e seu desenvolvimento interferiram na atitude perante o dinheiro. Se pro judaísmo, é desejável ser rico, pro início do cristianismo e até hoje pra algumas de suas vertentes, é um pecado, sendo recomendada a pobreza. Numa comparação interessante feita por Attali, para os judeus a riqueza é um meio para melhor servir a deus, um instrumento do bem. Para os cristãos, ela impossibilita a salvação, causando efeitos sempre desastrosos.</p>
<div id="attachment_183" class="wp-caption alignright" style="width: 254px"><img class="size-full wp-image-183" title="igrejaedinheiro" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/06/igrejaedinheiro-300x259-gif.png?w=470" alt="A sombra do pensamento humano."   /><p class="wp-caption-text">A sombra do pensamento humano.</p></div>
<p>Citando diretamente Attali:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">De facto, como vimos, para os judeus, receber juros do dinheiro não é imoral; e se não é permitido fazê-lo entre judeus é por uma questão de solidariedade, e não por interdição moral. O dinheiro é, como o gado, uma riqueza fértil e o tempo é um espaço a valorizar. Pelo contrário, para os cristãos, como para Aristóteles e os gregos, o dinheiro, como o tempo, não produz em si qualquer riqueza, ele é estéril; e fazer comércio de dinheiro é um pecado mortal. Esta obsessão pela esterilidade do dinheiro reenvia também para o ódio pela sexualidade, interdita fora do casamento. Para a nova igreja, nada deve ser fértil que não tenha sido criado por deus. Fazer trabalhar o dinheiro é fornicar.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230;alguns teólogos do cristianismo antigo como Clemente de Alexandria, glorificam uma ética econômica muito semelhante à da moral do Pentateuco (5 primeiros livros da bíblia, chamado pelos judeus de Torá, palavra hebraica associada a ensinamento, instrução), os primeiros cristãos encontram argumentos nestas passagens dos evangelhos para apoiar a tese de que entre os judeus tudo se mede em dinheiro, tudo se troca: mesmo o tempo, mesmo a carne humana, mesmo deus! O judeu, dizem eles, o qual vendeu o messias por dinheiro, está pronto a tudo comprar e a tudo vender. O mercado é a sua única lei. O anti-judaísmo cristão é imediatamente inseparável da condenação econômica.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Attali entende a Reforma Protestante como uma reversão na relação com o dinheiro para os cristãos. E a mentalidade cristã protestante passa a fazer um paralelo com o entendimento que os judeus tinham do dinheiro. Este regresso aos princípios econômicos do judaísmo caracteriza a sociedade moderna.</p>
<div id="attachment_190" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><img class="size-full wp-image-190" title="religiao" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/06/religiao1.jpg?w=470" alt="Weber não teria percebido a influência do antigo no reformado."   /><p class="wp-caption-text">Weber não teria percebido a influência do antigo no reformado.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Attali acusa Max Weber de não ter reconhecido na ‘Ética protestante’, a ética judaica, já praticada bem antes dos gregos ou dos puritanos (comunidade de protestantes radicais).</p>
<p style="text-align:justify;">Max Weber foi jurista, economista e um dos fundadores da sociologia. Escreveu um dos livros mais importantes do século vinte, ‘A Ética Protestante e o espírito do Capitalismo’.</p>
<p style="text-align:justify;">Weber concebia que o desenvolvimento do capitalismo devia-se em grande parte à acumulação de capital a partir da Idade Média. E atribuía aos pioneiros desse capitalismo o radicalismo das seitas puritanas (convictas que o êxito econômico era uma benção de deus) e sua rigidez na forma de levar a vida. Indicava que a conduta protestante gerou condições ideais para o surgimento do capitalismo moderno, que defende a paixão pelo lucro como demonstração de prosperidade, fé e salvação.</p>
<div id="attachment_196" class="wp-caption aligncenter" style="width: 348px"><img class="size-full wp-image-196" title="puritans25" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/06/puritans25.jpg?w=470" alt="Os Puritanos reformados. O pecado da riqueza virou prêmio de prosperidade."   /><p class="wp-caption-text">Os Puritanos reformados. O pecado da riqueza virou prêmio de prosperidade.</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Algumas passagens de Bertrand Russel sintetizam as relações citadas por Jacques Attali:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">A parte economicamente mais desenvolvida da humanidade se divide entre devedores e credores; os devedores são contra os juros e os credores são a favor. Quase sempre, os detentores de terras são devedores, enquanto que os comerciantes são credores.</p>
<p style="text-align:justify;">Os filósofos, com poucas exceções, concordam com os interesses financeiros da sua classe. Os filósofos Gregos pertenciam à classe dos proprietários de terra ou trabalhavam ao seu serviço. Por isso, eles recusavam os juros.</p>
<p style="text-align:justify;">Os filósofos da Idade Média eram homens da Igreja; o património da Igreja constituia-se sobretudo de terras.</p>
<p style="text-align:justify;">A sua antipatia contra a usura foi ainda reforçada pelo anti-semitismo, já que o capital fluido (ou seja em dinheiro, facilmente transmissível) estava em grande parte na posse de judeus&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Com a Reforma Protestante, a situação muda. Muitos dos protestantes mais convictos eram comerciantes, para quem o empréstimo de dinheiro a juros era muito importante&#8230; Por isso, os juros foram aceitos, primeiro por Calvino e depois por outros protestantes. Finalmente, a Igreja Católica viu-se forçada a seguir o exemplo deles, já que as velhas proibições já não se enquadram no mundo moderno.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;">*   *   *</p>
<p style="text-align:justify;">Voltando a falar do lado &#8216;espiritual&#8217; das religiões e de sua prática, crença é um estado mental, que pode ser verdadeiro ou falso. Platão opôs a crença ao conceito de conhecimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Para David Hume crença é apostar em absurdos. O processo de crença religiosa gera um conflito entre duas moralidades.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“Uma, ordinária, produto das relações entre os indivíduos e das regras de convivência que se formam com um sentido de regulação social. Outra, de caráter religioso, artificial porque é produto de uma visão particular de mundo, que procura corrigir as falhas privadamente identificadas na vida ordinária, impondo uma conduta ortodoxa supostamente capaz de dar soluções a esses vícios.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“Hume enxerga um desarranjo freqüente entre aquilo que é imposto sob a forma de crença e aquilo que é naturalmente praticado pelos homens dentro daquele conjunto de regras resultante da própria vivência – os hábitos e a moral.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O cientista e o filósofo investigam, utilizam o intelecto, usam a observação e o senso crítico.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“O cristianismo, ao contrário, depende do milagre, de uma representação direta da vontade divina, para constituir-se como religião legítima. Há, então, um conflito, já que necessita da fé e requer uma convicção cega na qual não pode haver razão.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">A ciência se baseia em método de pesquisa e procedimentos técnicos gerados pelo avanço do pensamento humano, não abandona o campo racional. A religião porém, tem como guia princípios morais reguladores, que alem de serem subjetivos, interferem no comportamento coletivo de um grupo ou sociedade. Daí surge o principal e perturbador argumento sobre a gravidade e o perigo das religiões, que não bastasse a quantidade de guerras e conflitos que já criaram e criam ainda hoje pelo mundo, estiveram sempre atrapalhando e retardando o avanço científico, logo, atrasando o desenvolvimento do pensamento e existência humana, assim como de sua qualidade de vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Um pequeno parêntese para lembrar um trecho de uma boa conversa com o guru Kakati (Segredos da Terra) quando me perguntou: “Gino, você já parou pra pensar na quantidade de pessoas que deixam de te matar porque estão numa religião?”, respondi “Sim, mas pensei também no número ainda maior de seres humanos que nesse minuto, estão convictos e preparados pra me matar sem pestanejar, em nome do deus que acreditam.” E estou certo de que esse número não é só maior, como significativamente mais preocupante.</p>
<p style="text-align:justify;">Religião, fé, ciência, deus, crença, espiritualidade, misticismo. Todos formulados pelo pensamento humano, e sempre baseados ou como causa, ou como conseqüência, em algum código consciente ou não de moral ou ética.</p>
<p style="text-align:justify;">Pensar? Não, acho que aceitar é bem mais apropriado pra grande maioria das pessoas que afirmam algo. São poucos os que pensam e repensam as próprias idéias. É mais fácil encontrar os que aceitam, por preguiça mental e conveniência, alguma idéia pré concebida, e os que tudo refutam, por duvida, medo e rebeldia. Alem, claro, do oceano de indivíduos que em seu direito, nada pensam, nem afirmam, nem negam, nem se preocupam com nenhum assunto que envolva a causa humana e sua existência.</p>
<div id="attachment_199" class="wp-caption aligncenter" style="width: 339px"><img class="size-full wp-image-199" title="20081125151147_CIENCIARELIGIAO" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/06/20081125151147_cienciareligiao.jpg?w=470" alt="A busca pelo Saber contra a tirania das respostas definitivas que não fazem sentido."   /><p class="wp-caption-text">A busca pelo Saber contra a tirania das respostas definitivas que não fazem sentido.</p></div>
<p style="text-align:justify;">A ciência não visa dominar a natureza, visa conhecê-la, desvendá-la e aplicá-la em proveito próprio para o desenvolvimento, adaptação e evolução da cultura e existência humana. Ela não tem interesse em tiranizar uma resposta única e definitiva para o mundo, como pretendem as religiões.</p>
<p style="text-align:justify;">Daí o rompimento entre a Ciência e a Religião.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim,</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“A religião exige um abraço à fé num sacrifício do intelecto.” (Max Weber)</p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/175/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=175&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Delta Magna Cronos</media:title>
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			<media:title type="html">La Fe</media:title>
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		<item>
		<title>Religio et denarius</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 14:03:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando sobre o conjunto de rituais e códigos morais envoltos numa crença coletiva, que chamamos religião. Deriva do latim Religio, ligar novamente ou religar. Existem controvérsias sobra a origem do termo Religio que apontam para relegere (reler), religare (religar), religere (reeleger) e relinquere (herança antepassada). Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=154&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Continuando sobre o conjunto de rituais e códigos morais envoltos numa crença coletiva, que chamamos religião. Deriva do latim <em>Religio</em>, ligar novamente ou religar. Existem controvérsias sobra a origem do termo <em>Religio</em> que apontam para <em>relegere</em> (reler), <em>religare </em>(religar), <em>religere</em> (reeleger) e <em>relinquere</em> (herança antepassada).</p>
<p style="text-align:justify;">Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas.  Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.</p>
<p style="text-align:justify;">A religião pode, portanto, ser definida como &#8220;o conjunto de atos pelos qual o homem manifesta sua dependência em relação a potências invisíveis consideradas sobrenaturais, superiores ou transcendentais.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas palavras de Karl Marx, &#8220;A religião é o anseio da criatura abatida pela desgraça, a alma de um mundo sem coração, o espírito. É o ópio do povo&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">O grego Xenofonte, soldado, mercenário e discípulo de Sócrates, escreveu que cada cultura criava deuses a sua semelhança. E de fato cada região e civilização formou uma concepção de mitos, ritos e símbolos diferentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Ainda assim, as religiões têm várias características em comum.  Algumas delas:</p>
<p>- crença no sobrenatural, presença de divindades e deuses.</p>
<p>- relatos sobre a origem do universo, da Terra e do homem.</p>
<p style="text-align:justify;">- a grande maioria acredita na vida após a morte. (nós ateus, acreditamos na morte após a vida)</p>
<p>- nunca são apenas um fenômeno individual, mas também social.</p>
<p style="text-align:justify;">- aceitam a idéia de seres superiores que tem poder de influenciar e alterar o destino humano.</p>
<p style="text-align:justify;">- a existência e a validade de uma religião, costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador.</p>
<p style="text-align:justify;">- tendem a tornar determinados locais, sagrados. (interessante que na antiga religião grega, os templos eram sagrados porque eram considerados de fato o local onde habitava a divindade, mas não eram locais para a prática religiosa).</p>
<p style="text-align:justify;">- estabelecem que certos períodos temporais são especiais e dedicados a uma interação com o divino. Esses períodos podem ser anuais, mensais, semanais ou podem mesmo se desenrolar ao longo de um dia.</p>
<p style="text-align:justify;">- algumas religiões consideram que certos dias da semana são sagrados (shabat no judaísmo ou o domingo no cristianismo), outras marcam esses dias sagrados de acordo com fenômenos da natureza (fases da lua, etc.)</p>
<p style="text-align:justify;">- As religiões propõem festas ou períodos de jejum e meditação que se desenvolvem ao longo do ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Existem outras características alem dessas, aí estão algumas das mais importantes. Religiões geram conflitos mentais nos indivíduos. Entre os mais clássicos estão o embate entre freqüentar e participar, pedir e agradecer, indivíduo e coletivo.</p>
<p style="text-align:justify;">Religiões matam a morte. O conceito de morte é o fim, quando acaba a vida, seja animal ou vegetal. Mas religiões afirmam uma vida eterna onde a morte física passa a ser um rito de passagem para um mundo transcendental onde a vida não só continua como ainda ganha mais importância (quando não poder).</p>
<p style="text-align:justify;">Em geral a escolha de uma religião para se freqüentar é feita através do histórico social e psicológico do indivíduo. É comum ver alguém entorpecer a própria mente ao se sentir bem em determinado ambiente onde é acolhido. Entre as justificativas mais comuns está &#8220;foi o único lugar onde eu encontrei resposta para minhas perguntas.&#8221; O que, diga-se de passagem, nunca é verdade, mas a pessoa se submete a realmente acreditar que seus questionamentos (quase sempre inclusive mal formulados) foram respondidos. Na verdade ela apenas se acomodou e perdeu a necessidade de fazer as perguntas e principalmente de avaliar e questionar as respostas. Ela se deita preguiçosamente na rede da crença, que sempre lhe &#8216;responde&#8217;, curiosamente, o que ela gostaria de ouvir. Sim porque apesar da religião não se moldar ao individuo (e sugerir o contrário), pelo teor subjetivo da sua própria natureza, as religiões permitem interpretações diferentes, o que se torna um recurso adaptativo.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma religião propõe ao homem (espécie) ser uma outra pessoa, renovada, aperfeiçoada e pura. Não conseguindo alcançar essa meta, o individuo sente culpa, arrependimento, vergonha de si mesmo e fraqueza. A freqüência e participação na religião porem, lhe oferece a possibilidade de se redimir de seus erros (os chamados pecados).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não pense que o &#8216;pecador&#8217; comete o pecado apenas uma vez, longe disso, é um ciclo. Como se sujar e depois tomar banho para se limpar. Ninguém se suja ou toma dois banhos seguidos, é preciso intercalar a lama com a água pura. Este ciclo de se sujar e se limpar (pecar pra depois purificar) é como a lenda guarapariense da bela moça que cedia gentilmente sua vagina para o marido da irmã, mas por mais obscena e promíscua que fosse sua atitude, domingo ela ia junto de sua querida mãe para a igreja, aonde se ajoelhava e de olhos fechados e semblante sério repetia palavra por palavra da ladainha e dos cânticos e voltava purificada para casa. De espírito lavado, passado e dobrado, ela tinha agora uma semana pra se sujar bastante novamente.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_162" class="wp-caption aligncenter" style="width: 383px"><img class="size-full wp-image-162" title="denario_roma" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/02/denario_roma.jpg?w=470" alt="Denário romano."   /><p class="wp-caption-text">Denário romano.</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Denário, moeda de prata de maior circulação no Império Romano. Apenas com uma moeda era possível comprar oito quilos de pão em Roma. Começou a ser cunhado por volta de 211 antes de cristo (ainda que esta data seja contestada). Mesmo depois de sua extinção, ainda continuou sendo unidade de conta no Império Romano. É da palavra Denário que deriva o nosso &#8216;dinheiro&#8217;.</p>
<p style="text-align:justify;">Dinheiro, meio usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes do dinheiro, as mercadorias-moeda solucionaram os principais inconvenientes do escambo primitivo. Ainda que muitas das primeiras mercadorias-moeda fossem imperfeitas como instrumento de troca, não preenchendo todas as características intrínsecas exigidas na moeda, elas facilitaram as trocas. Foi uma era caracterizada pela crescente intensificação das trocas indiretas entre os agentes econômicos.</p>
<p style="text-align:justify;">As primeiras mercadorias-moeda variaram de região para região e de época para época. Mas todas sempre apresentaram pelo menos duas características básicas: eram <span style="text-decoration:underline;">relativamente raras</span> (para que tivessem valor) e <span style="text-decoration:underline;">atendiam a necessidades essenciais e comuns</span> (para que pudessem ser aceitas como instrumento de troca, sem dificuldades ou restrições).</p>
<p style="text-align:justify;">Os usos e costumes é que definiram quais mercadorias, em cada região e época, seriam empregadas como instrumentos de troca. Entre as principais mercadorias-moeda estavam gado, sal, tabaco, peles curtidas, peixes secos, lã, seda, açúcar, rum, trigo e carnes-secas.</p>
<p style="text-align:justify;">Nenhuma dessas mercadorias-moeda porem preenchia as características essenciais da moeda. E todas apresentavam problemas ligados a homogeneidade e divisibilidade. Também, a maioria das mercadorias-moeda eram perecíveis, o que dificultava uma das mais importantes funções dos instrumentos monetários, a de servirem como reservas de valor.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando o sistema monetário exigiu uma evolução, surgiu a moeda como conhecemos que</p>
<div id="attachment_163" class="wp-caption alignright" style="width: 202px"><img class="size-full wp-image-163" title="2005_oct_denariojuanpabloii" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/02/2005_oct_denariojuanpabloii.jpg?w=470" alt="Denário do Papa João Paulo II."   /><p class="wp-caption-text">Denário do Papa João Paulo II.</p></div>
<p style="text-align:justify;">carrega intrinsecamente cinco requisitos essenciais. Cinco requisitos que curiosamente, são características paralelas e semelhantes a características de uma religião.</p>
<p style="text-align:justify;">De fato religiões e dinheiro tem muita coisa em comum. A emergência de ambos não depende de uma autoridade central, são um fenômeno de mercado. Ambos são meio de troca, e servem para acumular algum tipo de valor.</p>
<p style="text-align:justify;">Os cinco requisitos da moeda (que as religiões também apresentam de alguma forma):</p>
<p>- Homogeneidade;</p>
<p>- Inalterabilidade e indestrutibilidade;</p>
<p>- Divisibilidade;</p>
<p>- Transferibilidade;</p>
<p>- Facilidade de manuseio e transporte.</p>
<p style="text-align:justify;">Por volta de oito séculos antes do inicio da Era Cristã, os povos mais desenvolvidos da Antiguidade instituíram um sistema monetário baseado em  metais. Nas palavras de Adam Smith:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;os povos compreenderam que os metais, em sua maior parte, eram raros, duráveis, fracionáveis e homogêneos. E ainda apresentavam um grande valor para um pequeno peso. Essas características impuseram-se como razões irresistíveis, definidas por qualidades econômicas e físicas, conduzindo os metais à posição de instrumentos monetários preferenciais.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_164" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><img class="size-full wp-image-164" title="8denarii" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/02/8denarii.jpg?w=470" alt="Denários romanos."   /><p class="wp-caption-text">Denários romanos.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Em uma semana finalizo esse post que inicialmente terminaria o post passado, porem uma terceira e última parte se fez necessária pela extensão do assunto que mesmo sendo resumido ao máximo se alongou demasiado.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora mais alguns exemplos de Jesuses que peregrinam por ai com seus super poderes. Mestre Vinas me presenteou com esses exemplos de semi-deuses (eu pensava que só em Guarapari tinha essas criaturas). Vinícius, não sei se agradeço pela diversão que me proporcionou ou se choro por algo tão deprimente. De qualquer forma obrigado:</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_157" class="wp-caption aligncenter" style="width: 443px"><img class="size-full wp-image-157" title="doido" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/02/luiz_claudio.jpg?w=470" alt="Eu realmente não sei o que dizer sobre isso!"   /><p class="wp-caption-text">Eu realmente não sei o que dizer sobre isso!</p></div>
<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_158" class="wp-caption aligncenter" style="width: 437px"><img class="size-full wp-image-158" title="doido2" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2009/02/carlos_magalhaes.jpg?w=470" alt="Eu novamente não sei o que dizer sobre isso!"   /><p class="wp-caption-text">Eu novamente não sei o que dizer sobre isso!</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/154/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=154&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O sagrado e o cifrão.</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 23:18:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[A relação entre religião e dinheiro sempre foi muito interessante, e claro, bem íntima também. Mas não precisamos ficar somando e especulando sobre o patrimônio de cada uma delas, tão pouco analisando como esses patrimônios foram construídos. Algumas pesquisas nos trazem informações que iluminam o raciocínio como só mesmo a ciência pode fazer. Uma coisa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=120&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A relação entre religião e dinheiro sempre foi muito interessante, e claro, bem íntima também. Mas não precisamos ficar somando e especulando sobre o patrimônio de cada uma delas, tão pouco analisando como esses patrimônios foram construídos. Algumas pesquisas nos trazem informações que iluminam o raciocínio como só mesmo a ciência pode fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma coisa apreciável e grandiosa no método científico é a capacidade de questionar e concluir com base em dados de testes, pesquisas, estatísticas e outros meios. Questionar inclusive, o que já é científico e concluído, mas está sujeito à reforma e a revisão que a razão pode lhe dar.</p>
<p style="text-align:justify;">A <em>Pew Global Attitudes Project</em> (<a href="http://pewglobal.org/reports/display.php?ReportID=258" target="_blank">link original em inglês</a>) publicou uma pesquisa sobre riqueza e religiosidade que mostra como se comporta a religiosidade de um país em relação a sua riqueza.</p>
<p style="text-align:center;" align="center"><img class="alignnone size-full wp-image-137" title="wealth1" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/12/wealth1.gif?w=470&#038;h=395" alt="wealth1" width="470" height="395" /></p>
<p align="center">
<p style="text-align:justify;">O gráfico mostra na coluna vertical o nível de religiosidade e na barra horizontal o grau de riqueza dos países. A pesquisa expôs que altos níveis de religiosidade estão relacionados a baixos níveis de riqueza. Mas a pesquisa não deve ser entendida como se povos mais religiosos produzam ou ganhem menos dinheiro. Na verdade a pesquisa detectou o contrário, países com baixo rendimento econômico tem uma tendência a desenvolver maior número de religiões e adeptos de crenças.</p>
<p style="text-align:justify;">Só dois países ficaram fora dessa relação de proporção, os Estados Unidos e o Kuwait que são muito ricos, porém tem índices altos de religiosidade.</p>
<p style="text-align:justify;">No caso dos Estados Unidos por uma história de diversidades, devido a composição demográfica multicultural da nação. O Secularismo é uma política de separação entre religião e Estado, a partir da idéia de que os sacerdotes e as instituições religiosas não devem ter poder político nem influenciar nas leis. Nos EUA, a separação entre igreja e Estado se deu na &#8216;primeira emenda&#8217;, o interessante é que isso não aconteceu para proteger o estado da igreja e vice-versa, na verdade o intuito era de proteger as igrejas umas das outras, afinal a predominância de uma sobre as outras com toda certeza acarretaria problemas.</p>
<p style="text-align:justify;">A religiosidade da população dos EUA na época da independência, acentuou-se no século 20. Na época da independência, 17% dos habitantes dos EUA pertenciam a uma igreja. Por volta de 1950, esse número tinha subido para 60%.</p>
<p style="text-align:center;">_______</p>
<p align="center"><img class="size-full wp-image-138 alignnone" title="blog_united_states_religiosity" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/12/blog_united_states_religiosity.gif?w=470" alt="blog_united_states_religiosity"   /></p>
<p align="center">
<p style="text-align:justify;">Outra pesquisa ainda dentro do assunto (economia x religião) relacionou renda per capita com a quantidade de igrejas para cada dez mil habitantes em uma região. E o efeito se repetiu na mesma direção da pesquisa feita por países.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto menor a renda per capita das regiões pesquisadas, maior a quantidades de igrejas para cada dez mil habitantes.</p>
<p style="text-align:justify;">É bom lembrar que ao passo que os dirigentes e representantes da maioria das religiões costumam acumular patrimônios pra lá de razoáveis, a grande maioria dos seguidores das mesmas por sua vez geralmente ficam entre a pobreza e alguma classe mediana.</p>
<p style="text-align:center;">_______</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dados sobre religião no Brasil segundo pesquisa do Datafolha e o Censo demográfico do IBGE.</p>
<p>Nada muito fora do que se poderia esperar.</p>
<p>97% dos brasileiros acreditam em deus;</p>
<p>2% possuem dúvidas (agnósticos?) e</p>
<p>1% não acreditam.</p>
<p>sendo:</p>
<p>64% são católicos (da Igreja Católica Apóstolica Romana)<br />
17% são evangélicos pentecostais<br />
6% não seguem religião alguma<br />
5% são evangélicos não-pentecostais<br />
5% outras religiões<br />
3% são espíritas</p>
<p align="center">
<div id="attachment_139" class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><img class="size-full wp-image-139" title="ibge-censo-demografico-de-2000" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/12/ibge-censo-demografico-de-2000.jpg?w=470" alt="IBGE censo demográfico 2000"   /><p class="wp-caption-text">IBGE censo demográfico 2000</p></div>
<p style="text-align:center;" align="center"><img class="size-full wp-image-141 aligncenter" title="distribuicao-percentual-da-populacao-residente-por-religiao1" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/12/distribuicao-percentual-da-populacao-residente-por-religiao1.jpg?w=470" alt="distribuicao-percentual-da-populacao-residente-por-religiao1"   /></p>
<p style="text-align:justify;">O Datafolha identificou também que as igrejas evangélicas tem muito mais influência na vida de seus fiéis do que as católicas. Entre os pentecostais entrevistados, 54% disseram já ter mudado algum hábito de sua vida por conta da religião. O número entre os católicos é de apenas 9%.</p>
<p style="text-align:justify;">A pesquisa revelou também alguns preconceitos embutidos no consciente coletivo do panorama religioso.</p>
<p>61% concordam que &#8220;Os católicos não praticam sua religião&#8221;</p>
<p>61% concordam que &#8220;Os evangélicos são enganados por seus pastores&#8221;</p>
<p>57% concordam que &#8220;Umbanda é coisa do demônio&#8221;</p>
<p>49% concordam que &#8220;Os judeus só pensam em dinheiro&#8221;</p>
<p>49% concordam que &#8220;Os muçulmanos defendem o terrorismo&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Separar religião de preconceito é quase impossível, a pesquisa inclusive esqueceu de olhar para um preconceito automático que já passou da hora de ser corrigido, o forte preconceito contra as pessoas que não acreditam em deus e não seguem crenças. Enfim, preconceito contra as pessoas que preferem não se culpar nem preocupar com figuras imaginárias e sem sentido, e pessoas que preferem a busca pelo &#8216;saber&#8217;  ao invés do sono cultural do &#8216;crer&#8217;. Aliás, saber e crer são campos mentais adversários.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse post teria uma parte sobre religião e sobre dinheiro separadamente, mas ficaria muito extenso, então o dividirei deixando essa espécie de &#8216;primeira parte&#8217; por aqui e pro próximo post fica um complemento sobre religião e dinheiro (ainda sem entrar no âmbito patrimonial de cada religião).</p>
<p style="text-align:justify;">Agora pra concluir (por hora), deixo uma foto para reflexão (e muita diversão) sobre a cômica realidade imbecil em que estamos vivendo.</p>
<div id="attachment_130" class="wp-caption aligncenter" style="width: 464px"><img class="size-full wp-image-130" title="rrsoares-foto-1" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/12/rrsoares-foto-1.jpg?w=470" alt="Em Mãe-bá tem uma que desencaralha. Mas tem que pagar também."   /><p class="wp-caption-text">Em Mãe-bá (próximo a Guarapari-ES) tem um lugar que desencaralha. Mas tem que pagar também.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=120&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Apontados ao peito!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 12:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Naquilo que eu seguia a pé por alguma rua geralmente do centro, quase nunca seguindo pelo menor caminho, às vezes por cima da ponte por onde nem se vem e nem se vai, apenas se segue, os ventos impressionando pelo vigor, dando uma breve demonstração sobre a hierarquia da força da natureza. As pessoas que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=109&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Naquilo que eu seguia a pé por alguma rua geralmente do centro, quase nunca seguindo pelo menor caminho, às vezes por cima da ponte por onde nem se vem e nem se vai, apenas se segue, os ventos impressionando pelo vigor, dando uma breve demonstração sobre a hierarquia da força da natureza. As pessoas que passam e não te olham, as pessoas que passam e te olham e porque não, as pessoas que não passam. Carros, ônibus, motos, bicicletas e transeuntes que passam mil. Supermercados e farmácias, lojas de roupa feminina e as de artigos para crianças, locadoras e bancos, padarias e lanchonetes, comércio em geral de vários níveis, nenhum realmente bom, atendimento quase sempre precário, não raramente muito ruim. Asfaltamento horrível, transito caótico, praias lindas separadas de nossas vistas por obras incompreensíveis de competição e sabotagem política. E então surgem eles, andarilhos, mendigos e pedintes, se proliferando de forma assustadora, abençoados pelo signo do crack, hostilidade crescente, ameaça física e visual, volta e meia abordando as pessoas, pedindo dinheiro de forma ríspida e reagindo com agressividade (geralmente apenas verbal) diante das negativas. Bem vindo a Guarapari. Salpique neste cenário casas, salas, galpões e naves que suportam de cinqüenta a mil pessoas hipnotizadas pelo ‘ato de não pensar&#8217; (como diz Dawkins) chamado fé.</p>
<p style="text-align:justify;">Sigo na direção de casa, não em linha reta, entrelaçando ruas e esquinas, aclives e declives, evitando motoqueiros que passam até por cima das calçadas (quando essas existem), carros que interpretam o sinal vermelho como um &#8220;siga em frente, não poupe ninguém!&#8221; e o cardume de bicicletas.<br />
Atravesso a última rua antes de casa, piso na calçada onde fica a portaria de meu prédio e então dois vultos se aproximam rapidamente e estendem as mãos em minha direção. Antes que minha vida toda passe diante de meus olhos e eu sinta a lancinante dor de ossos, tecidos e órgãos sendo lacerados, ouço apenas:<br />
- Olá amigo, posso falar com você por um minuto?<br />
Com um tolete de panfletos bem impressos em mãos, um casal com boa aparência sorri pra mim com uma simpatia forçada e francamente não muito bem vinda.<br />
- Você conhece Jesus? &#8211; ao que eu penso &#8220;ai meu ovo, lá vem!&#8221;.<br />
Deixo meus ombros caírem e em silêncio os encaro sem expressar sentimento algum. Mas não desistem.<br />
- É apenas uma conversa rapidinha. &#8211; com a mesma simpatia, ainda soando extremamente antipática para mim. Eu então transformo a abordagem em um diálogo.<br />
- Não obrigado, eu não acredito em deus.<br />
- Mas vai ser bem rapidinho.<br />
- Não obrigado mesmo, não tenho interesse em freqüentar nenhuma religião.<br />
- Tá bom então, obrigado de qualquer forma. &#8211; e seguem.<br />
Finalmente passo pela portaria, entro no elevador e subo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_111" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/panfleto-ou-arma-1.jpg"><img class="size-full wp-image-111" title="panfleto-ou-arma-1" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/panfleto-ou-arma-1.jpg?w=470" alt="Quem aponta o que a quem?"   /></a><p class="wp-caption-text">Quem aponta o que a quem?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Lembrei de um professor meu, na faculdade que nunca terminei, explanando sobre o interessante fenômeno contemporâneo da interferência direta de pequenas denominações evangélicas na sociedade. Dizia ele, &#8220;O sujeito não tem nada, tá na merda, derrota total, aí entra nessas igrejinhas abertas vinte e quatro horas por dia com aquela síndrome de ex-alguma coisa ruim, quando vê está usando um terninho e gravata, consegue um empreguinho através dos ‘irmãos&#8217; e se vê com um salário mensal que lhe traz de volta a dignidade e a capacidade de pagar o dízimo. Ai as pessoas reclamam que dízimo é roubo. Pô, o cara não tinha nada, a igreja o faz voltar a ser um homem e ele não pode pagar um décimo por isso? Devia pagar é vinte por cento, trinta.&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Não deixa de ser um ponto de vista interessante, mas como tudo, deve ser analisado com mais cuidado.<br />
Conversão religiosa é um fenômeno humano muito interessante. Uma pesquisa nos Estados Unidos revelou que um em cada quatro americanos se converte durante a vida a uma religião ou crença diferente da que foi criado.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_112" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/iurd-cartaz.jpg"><img class="size-full wp-image-112" title="iurd-cartaz" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/iurd-cartaz.jpg?w=470" alt="Eu marcaria duas. 'Vontade de sumir' (após ler este panfleto) e 'Traumas' (após ler este panfleto)."   /></a><p class="wp-caption-text">Eu marcaria duas. &#39;Vontade de sumir&#39; (após ler esse panfleto) e &#39;Traumas&#39; (após ler esse panfleto). </p></div>
<p style="text-align:justify;">Essa forma como religião e sociedade se relacionam e se participam não foi observada apenas por meu antigo professor. Foi também analisada pelo filósofo e sociólogo Pierre Bordieu em <em>O que falar quer dizer: A economia das trocas simbólicas.</em>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Se a religião cumpre funções sociais, tornando-se, portanto, passível de análise sociológica, tal se deve ao fato de que os leigos não esperam da religião apenas justificativas de existir capazes de livrá-los da angústia existencial da contingência e da solidão, da miséria biológica, da doença, do sofrimento ou da morte. Contam com ela para que lhes forneça justificativas de existir em uma posição social determinada, em suma, de existir como de fato existem, com todas as propriedades que lhes são socialmente inerentes&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Então, o movimento religioso assim como o grande número de pessoas seduzidas pelo misticismo, não tem como gatilho apenas motivo religioso-cultural, mas também sociológico. Toda opção religiosa está crivada de preceitos e preconceitos ligados ao fato de fazer parte, de existir em determinada posição social.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato é que aceitando ou não, achando bom ou ruim, é indiscutível que essas pequenas igrejinhas &#8220;crentes&#8221; estão fazendo um trabalho de reciclagem humana que ficou abandonado pela administração pública, poderes, sociedade civil, iniciativa privada e etc.<br />
Enquanto todos viram as costas com medo dos ex presidiários por exemplo, numa dessas igrejinhas eles serão bem recebidos, e por ai vai. Depois de começar a freqüentar os cultos com roupas comuns aos que freqüentam, arrumam-lhe algum pequeno emprego que lhe deixa a sensação não só de mudança, mas também de um início de prosperidade. Posteriormente, não raro, forma uma família (essas igrejinhas são danadas pra juntar casais à moda cigana). E então ele se olha no espelho e vê um homem, que em determinado momento da vida ele chegou a acreditar que não fosse mais. E agora ao invés de te apontar uma arma, ele te aponta um panfleto que fala de um homem que andava sobre as águas e curava as pessoas com um toque, tipo uma mistura de David Blane com E.T., só que de olhos azuis.</p>
<p style="text-align:justify;">Quais são os perigos dessa catequese? Qual o preço que um homem e a sociedade pagam por esse tipo de reciclagem? Trocar a violência e a selvageria social pelo crer em algo que não existe, num conjunto de crenças que não fez nada além de fanatizar e deixar a humanidade em guerra pode parecer bom a curto prazo, afinal quanto mais pessoas afastadas provisoriamente de cometer crimes, melhor a aparência social. Mas que preço pagaremos por essa ignorantização em massa? O câncer religioso já prejudicou e atrasou a sociedade em todos os âmbitos que pudermos imaginar, mas principalmente (infelizmente), no avanço científico.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_113" class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/ddd.jpg"><img class="size-full wp-image-113" title="ddd" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/ddd.jpg?w=470" alt="Em qual se queimar?"   /></a><p class="wp-caption-text">Qual queima mais?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Vamos seguindo pelas ruas, cada um de nós, debaixo de chuva e debaixo de sol, dia após dia, vindo de algum lugar, indo pra algum lugar. Pensando em pensar e crendo em crer, consumindo a indiferença da natureza que nos comporta, mas já não nos suporta. Pensei em terminar perguntando o que você prefere que lhe apontem ao peito, uma arma ou um panfleto, mas não faz diferença a resposta que dê.<br />
Faz diferença a causa do que lhe apontam, faz diferença a conseqüência do que lhe apontam.<br />
E sobre qual violência é pior, a que destrói o corpo, ou a que destrói a mente, difícil ter certeza. Certo pra mim, é que a humanidade está entre a cruz e a espada, ou se você preferir, entre o panfleto e a arma.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=109&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;a César o que é de quem?</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 00:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Delta Magna Cronos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Impressionante como o site de relacionamentos Orkut se parece com uma religião. Ambos reúnem multidões de solitários, que passam a se sentir menos solitários, mas sem deixar de ser. Ambos deixam as pessoas dependentes e fanáticas. Ambos não pagam impostos. Ambos têm pouquíssima utilidade (se é que têm). Ambos são veículos de problemas graves na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=96&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Impressionante como o site de relacionamentos Orkut se parece com uma religião. Ambos reúnem multidões de solitários, que passam a se sentir menos solitários, mas sem deixar de ser. Ambos deixam as pessoas dependentes e fanáticas. Ambos não pagam impostos. Ambos têm pouquíssima utilidade (se é que têm). Ambos são veículos de problemas graves na sociedade e pra piorar impedem que governo, justiça e polícias tenham o acesso necessário para fazer investigações. Também ambos tem suas multidões que sorriem e às vezes se xingam, mas sem ter certeza do porque.</p>
<p style="text-align:justify;">Ai eu faço a pergunta, seria o Orkut uma religião (ou várias), ou seriam as religiões uma espécie de Orkut?</p>
<p style="text-align:justify;">Também não sei a resposta, mas sei que faço parte disso (do Orkut, não de religião, claro), e apesar de me envergonhar disso (mesmo ostentando fotos fazendo caras e bocas, como me disseram outro dia) ainda vejo no Orkut alguma diversão e minúsculas utilidades, afinal de contas eu sou muito ruim para lembrar datas de aniversários (não que isso seja realmente útil) e o Orkut foi uma benção (ops) nesse sentido.</p>
<p style="text-align:justify;">No Orkut encontrei uma comunidade interessante, mas como tudo lá, não sei se era séria ou só mais um ataque de verborragia adolescente, de qualquer forma o tema era muito interessante. Tanto, que inspirou este artigo.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma comunidade intitulada &#8220;Eu seja louvado&#8221;, pensei &#8220;que porra é essa?&#8221; e fui conferir. Pouco mais de 850 membros indignados com a inscrição &#8220;deus seja louvado&#8221; nas cédulas do Real. A comunidade sugere que risquemos o &#8216;d&#8217; e o &#8216;s&#8217; da palavra deus deixando a inscrição &#8220;Eu seja louvado&#8221;. Indignado não seria a melhor palavra, mas eu compartilho do nojo pela frase.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/pb080008.jpg"><img class="size-full wp-image-97 aligncenter" title="pb080008" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/pb080008.jpg?w=470" alt="pb080008"   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O problema é semelhante ao da estátua no corcovado, comentado antes. O desrespeito a Laicidade da República e o ferimento ao princípio constitucional.</p>
<p style="text-align:justify;">Havia na comunidade um tópico sobre providências a se tomar, alguém sugeriu entrar em contato com o Banco Central do Brasil e com a Casa da Moeda. Aceitei a sugestão.</p>
<p style="text-align:justify;">Enviei no mesmo dia o seguinte e-mail para o Departamento de Comunicação Social da Casa da Moeda:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Dirijo-me respeitosamente a este departamento de comunicação social para levantar um assunto que entendo não ter grande relevância, mas nem por isso deve ser desconsiderado.</p>
<p style="text-align:justify;">Sou um brasileiro ateu e realmente não entendo porque tem que haver nas cédulas a inscrição &#8216;deus seja louvado&#8217;. Sendo deus uma grande improbabilidade científica não vejo sentido em que faça parte direta ou indireta do sistema financeiro deste ou de qualquer outro país.</p>
<p style="text-align:justify;">Através desse e-mail demonstro minha indignação e meu repúdio pela frase que considero antipática e deveras desrespeitosa. Não louvo deus, mas louvo o dinheiro honestamente ganho e bem gasto. E gostaria muito que não houvesse tal inscrição nas cédulas. Não tenho idéia de que autoridade ou órgão deveria contactar para manifestar o equilíbrio desta opinião tanto quanto levantar a possibilidade de abrir a discussão, para através de medidas cabíveis e legítimas, retirar a agressão verbal das cédulas que fere o direito constitucional que tenho como cidadão brasileiro de não acreditar na existência de algum deus, e muito menos louvá-lo. Acredito que entrar em contato com a Casa da Moeda e com o Banco Central seja um bom começo.</p>
<p>Desde já agradeço,</p>
<p>Gino Magnago</p></blockquote>
<p>A resposta veio no dia seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Prezado Gino,<br />
A decisão sobre o tema levantado pelo Senhor é de responsabilidade do Banco Central do Brasil, a quem sugiro direcionar seu questionamento.<br />
Atenciosamente,</p>
<p>Carlos A. C. da Silva<br />
Coordenação de Comunicação Social<br />
Casa da Moeda do Brasil</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Bom, já era um começo, já sabia com quem entrar em contato (pelo menos era o que eu pensava). Fui ao site do Banco Central, vi duas opções para me manifestar, a opção Ouvidoria e a Fale conosco. Infelizmente, nenhuma das duas funciona. Segui uma trilha digital até chegar a opção &#8216;Fale com a Ouvidoria &#8211; registro de demandas&#8217; que continha o texto:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">As opções abaixo são válidas apenas para a apresentação de demandas relacionadas aos serviços prestados pelo Banco Central.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a sua demanda for relacionada aos serviços prestados por instituições autorizadas a funcionar e/ou supervisionadas pelo Banco Central (bancos, consórcios, cooperativas de crédito), acesse <span style="text-decoration:underline;">Reclamações sobre bancos, consórcios, cooperativas.</span></p>
</blockquote>
<p>Vinham em seguida três botões com os dizeres:</p>
<p>- Elogio sobre o Banco Central</p>
<p>(não condizia com o caso)</p>
<p>- Sugestão ou crítica sobre o Banco Central</p>
<p>(escolhi essa opção)</p>
<p>- Reclamação sobre o Banco Central</p>
<p>(não tão exato quanto o escolhido)</p>
<p style="text-align:justify;">Porém clicando em qualquer uma das três opções abria outra janela que não carregava nada e dava a mensagem &#8220;falha na conexão segura, bla bla bla&#8230;). Tinha ainda outra opção um tanto quanto radical. Marcar hora com um ouvidor e ir pessoalmente a Brasília, obviamente, não considerei esta. E acabei ficando sem contactar o Banco Central.</p>
<p style="text-align:justify;">Voltei na comunidade do Orkut e vi que outras pessoas tiveram o mesmo problema, sem contar que, quando respondem, tanto a Casa da Moeda quanto o Banco Central enviam a mesma resposta que mandaram pra mim, sempre uma instituição apontando a outra.</p>
<p style="text-align:justify;">Recebi apenas o descaso das instituições e não levei a &#8216;causa&#8217; adiante. Mas se tem algo que está ao meu alcance é expressar o repúdio pela frase no dinheiro, assim como qualquer outra manifestação invasiva da praga religiosa, aqui neste blog, feito justamente para esse fim.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/pb040062.jpg"><img class="size-full wp-image-101 aligncenter" title="pb040062" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/pb040062.jpg?w=470" alt="pb040062"   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Numa pequena pesquisa sobre o assunto descobri que muita gente divide o mesmo pensamento, inclusive pessoas famosas. Não vou deixar de citar aqui o blog Cenas Urbanas escrito por Tony Bellotto na Veja.</p>
<blockquote><p><strong>Deus Seja &#8211; e não seja &#8211; louvado<br />
por Tony Bellotto</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nunca entendi por que um estado laico, como o brasileiro, estampa em suas cédulas de dinheiro a inscrição: <em>Deus seja louvado</em>. Você não sabia? Tire uma nota de real do bolso e confira. Viu? Agora pegue o dicionário. Letra L. Laico, numa de suas mais completas acepções, significa &#8220;que é independente em face do clero e da igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Num país de população tão múltipla e miscigenada, não seria mais plausível que se inscrevesse nas notas de real: &#8220;Que Deus, Alá, Tupã, Oxum etc sejam louvados por quem os louva. E que não o sejam, por quem não os louva&#8221;? Claro, pois os ateus, agnósticos e descrentes são tão brasileiros e usuários do dinheiro quanto os crentes e praticantes religiosos. Talvez fosse melhor não haver inscrição religiosa alguma, certo?</p>
<p style="text-align:justify;">Não se deve fazer propaganda em dinheiro. Ou seria admissível um <em>Beba Coca-Cola</em> nas notas de real? Nunca entendi por que um estado laico, como o brasileiro, ostenta numa das paredes da câmara dos deputados, em Brasília, uma imagem do Cristo crucificado. Você não tinha notado? Tente perceber, quando a televisão mostrar alguma sessão na câmara. Ou se tiver oportunidade de visitá-la pessoalmente.</p>
<p style="text-align:justify;">Não seria mais plausível que se entulhasse a sala projetada por Oscar Niemeyer com imagens, além do Cristo, de Iemanjá, Maomé, Nossa Senhora Aparecida, Buda etc? Talvez fosse melhor não haver imagem religiosa alguma, certo? A parede da câmara dos deputados não é lugar para se fazer propaganda. Ou seria admissível um <em>Compre as Legítimas Sandálias Havaianas</em> na parede da casa em que se discute a política do país?</p>
</blockquote>
<p>Link do blog Cenas urbanas:</p>
<p><a title="Blog Cenas Urbanas" href="http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/" target="_blank">http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/</a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/pb080005.jpg"><img class="size-full wp-image-100 aligncenter" title="pb080005" src="http://deltamagnacronos.files.wordpress.com/2008/11/pb080005.jpg?w=470" alt="pb080005"   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O vírus religioso está presente de forma autoritária e perniciosa no cotidiano do cidadão brasileiro. Há um comportamento conservador e não reagente das pessoas justificado em tradição e em inércia cultural, além claro, do medo que é a base, o esqueleto da questão religiosa. Não sou dizimista, pra mim a panacéia jesuítica não vale trinta moedas, e por isso, quero mais é que EU seja louvado, deus não.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/deltamagnacronos.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/deltamagnacronos.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=deltamagnacronos.wordpress.com&amp;blog=4681027&amp;post=96&amp;subd=deltamagnacronos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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